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ROCK IT*

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No momento em que Hedi Slimane foi escolhido como o novo diretor criativo da Saint Laurent, subtraindo o prenome Yves e limpando o logo, de um minimal supercoerente com os tempos que vivemos, o statement estava claro: o rock é clássico.

O último grito de uma só voz na moda aconteceu nos anos 90 onde a estética grunge imperou nas portas de colégio e passarelas. Os anos 2000 foram marcados pela mescla, pela colagem, pela geração tumblr, onde conjuga-se isto com aquilo. Mas o futuro plural já estava preconizado: não esqueçamos do minimalismo japonista, do colorido Versace, do underwear de publicidade lasciva da Calvin Klein ou da obessão fálica pelos logotipos do sportswear.

Hoje o painel de referências de moda masculina que preparei se increve na estética rock’n’roll para analisarmos como as referências do passado se reinventam no hoje. E não há motivos para escolher apenas uma referência quando se pode conjugar todas.

“PREPPY IN LEATHER”:

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“GOD SAVE THE PUNK”:

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 “ESCAPE TO THE EAST”:

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“GLITTER FOR GUYS”:

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“SMELLS LIKE TEEN SPIRIT”:

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“HIP HOP IS SO ROCK’NROLL”:

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Por uma roupa de 20 centavos*

ulissescarrilho

A coluna desse mês demorou para nascer. Não sou do time que acredita que escrever é um ato que brota tipo vulcão, é mais como erosão, desgaste. Mas por que raios falar de escrever quando deveria estar falando de vestir? Porque vestir também pode ser uma forma de criar narrativas, atribuir signifcados. Figurino nada mais é do que as roupas que servem para criar elementos que nos ajudam a entender um personagem.

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A dúvida estava em como falar de roupas para um público que, de um modo geral, já tem preconceito com o jornalismo de moda. Como captar a atenção de um homem quando a manchete de capa passa longe do guarda-roupas, mas toca assuntos do dia a dia, como a possibilidade de investigação do Ministério Público ou o direito de ir e vir, manifestado através de duas moedas. A resposta é simples: não falando de roupa, mas falando de coisas que também se vê nelas.

O zeitgeist das modas (quem não gosta de um bom estrangeirismo?), a ideia do protesto e a importância do manifestante já foram inclusive tema dessa coluna. Kidult provoca Marc Jacobs desde o ano passado e na última quarta-feira deu mais um golpe. Pois hoje a ideia é entender como esse processo acontece e propor um entendimento de como homens – e mulheres – devem mais do que vestir-se nesses dias, mas pensar o seu vestir.

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O jornalista Eduardo Viveiros, do Chic, em meio ao protesto fez um serviço à população que saia às ruas. A jornalista Vivian Whiteman, editora do caderno de Moda do Estadão ditou como “escolha da editora” os óculos de natação, que protegeriam os olhos. E em meio a tudo isso a liberdade do ir e vir também pode ser aplicada como a liberdade do ir e vir como se quiser. Momentos de efervescência social ajudam-nos a repensar o cotidiano. Pois pensar o vestir também deve ser uma prática que deve estar cada vez mais livre de preconceitos. Menos “pode ou não pode?” e mais expressão pessoal. Porque dar voz a todos não é um fato isolado. Preconceito em relação ao vestir pode acontecer porque você está acima do peso, porque escolheu travestir-se de mulher quando nasceu com sistema reprodutor masculino ou até mesmo quando, num grupo social, cobram vestimentas as que tu não tens o dinheiro para comprar.

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Pois hoje decidi que a coluna não seria só sobre o vestir dos homens, nem apenas sobre os 20 centavos.

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Com aquilo que se tem*

Tem post do Uli para inspirar os looks de inverno dos meninos! Venham ver:

Hoje escolhi trazer imagens que podem nos fazer repensar combinações através de itens básicos, que provavelmente tu tens no teu armário. Vale a pena ver como o mesmo item em comprimentos e texturas diferentes, combinado de outra forma, ganha outra cara.

Jaqueta perfecto preta 

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Jeans

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Casaco de lã marrom

casaco

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