Por

Qual a última moda da moda?

Escrevi esse textão para o Medium da firrRRma e quis dividir com vocês aqui também. Por que abrir a roda nunca é demais, né? 😉

pmp-3716

A moda está no divã. É o fim de uma era. O “mundinho” chegou ao centro de um furacão. Essas são só algumas das previsões (apocalípticas, sim) feitas pelos meus especialistas preferidos da área. Todas as revistas brasileiras de moda fizeram ao menos uma matéria sobre a crise de identidade que o mercado enfrenta nos últimos meses. Porque fato é que nunca tantos estilistas pediram demissão ou foram desligados assim. De marcas gigantes. Ao mesmo tempo. Não temos mais como fugir.

Imagine a cena: o maior estilista brasileiro, reconhecido internacionalmente, se afasta da marca que carrega o seu nome. Parece improvável? Pois aconteceu há pouco mais de um mês. “Moda é feita de sonho e desejo. E alguns sonhos não têm preço”, disse Erika Palomino sobre a falência do sistema atual.

Screen Shot 2016-05-09 at 5.28.50 PM

Depois da saída de Raf Simons da Dior, a guru do jornalismo Suzy Menkes deu o diagnóstico: a moda está quebrando. Vejamos. O cara é um gênio, vivia um momento de glória, chegou ao topo e deixou a maison apenas… porque quis. A vida de um estilista é sempre no limite, do glamour à garagem em looping. Mas inclui tudo, menos tempo. “Eu preciso de mais tempo. Todo mundo hoje na moda precisa de mais tempo”, declarou Alber Elbaz quando saiu da linha de frente da Lanvin depois de — pausa dramática — 14 anos.

Basta olhar com atenção para identificar que os criativos são os que mais sofrem com essa velocidade das coisas. Nem todos aqueles que são emoção e arte conseguem se dar bem com o personagem que precisa estar presente em campanhas publicitárias, aparições, inaugurações de lojas, entrevistas, etc., etc., etc. E vamos além: se pensar em 2016, abril, o mergulho fica ainda mais profundo. Não entendeu? Role qualquer timeline de uma rede social: o público exige que essas vozes estejam na internet.

Twitter, Instagram, Snapchat, Facebook.
Quem compra quer atenção. Conexão. Dar follow.

>
tommy-selfie-1200x799

Alguns são ainda mais enfáticos ao culparem as redes sociais como responsáveis por esse novo panorama, que, vamos admitir, não agradou a geral. Estamos todos à beira de um colapso nervoso, escreveu a editora Renata Piza. “Desde que as mídias sociais substituíram os jornais, a importância dada ao Instagram ou ao Snapchat extrapolou qualquer limite razoável. A regra é trabalhar 24 por 7, estar disponível, ou melhor, grudado no smartphone postando sem parar. A era do parecer, não do ser. A era dos pixels na tela, não das conversas”.

Calma lá: na vida, quem perde o telhado // em troca, recebe as estrelas, cantaria Tom Zé.

>
Inspirar uma nova dinâmica no consumo de moda e questionar o timing dos desfiles pode ser, na verdade, um brand new start. No passado (tão recente quanto ontem, rs), essa relação entre moda e consumo era como um GIF do Boomerang, um filme que começa nas criações, termina nas vendas e repete sem parar. Só que lá na ponta isso não fazia sentido para o espectador consumidor, que é quem paga o ingresso, faz a bilheteria, sustenta a engrenagem. Chegamos ao ponto em que as tendências dos desfiles apareciam primeiro nas fast fashion. Toda uma energia criada para a passarela precisava ser colocada em standby por quem curtiu nos feeds do Instagram. Não é loucura?

Com os desfiles sendo transmitidos em tempo real, a vontade de quem assiste também vira instantânea. São elas, as novas mídias, deixando o “súper na moda” para lá de exposto.

É uma conta que não fecha: se o desfile precisa provocar a reflexão e o desejo, sendo um norte para as vendas, como justificar a distância entre o que é mostrado nas passarelas e o que vai para as araras do consumo? Na cobertura das semanas de moda, esse abismo fica evidente: novembro, 30 graus, sol, pele à mostra. As marcas mostram couro, tons escuros, tecidos para temperaturas negativas. Coloco os pés fora das salas de desfiles, derreto. Pois se nem as estações são mais tão definidas, por que as coleções deveriam ser? Nota: estamos no outono, em abril, e faz quase 35 graus na rua enquanto escrevo este texto.

Segura na minha mão e vem para a primeira verdade: o que funcionava até hoje já era. O segredo está em descobrir como manter o brilho da novidade aceso mesmo com o ~real time, e traduzir isso para lucros. Não tenho todas as respostas e nem achei que encontraria, mas também não posso deixar de perguntar.

“O desfile é 360 graus, atinge a imprensa, o varejo e, através da internet, o consumidor. É uma grande ferramenta de construção da imagem da marca e também provocador de desejo para o consumidor final”, comentou Paulo Borges, fundador e diretor do SPFW.

burberry-ao-vivo-1200x800

Temos. O desfile precisa ser um instrumento para o consumidor final. Escuto nos fones David Bowie com o hino ch-ch-ch-ch-changes // turn and face the strain e penso comigo: é tempo de ligar duas pontas que estavam separadas.

>
Os estilistas mais reservados, mesmo talentosos, vão perder espaço, esbravejam por aí. Olha, deixa eu me apresentar: meu nome é Taidje e eu fui a aluna que tinha a certeza das respostas, mas não levantava a mão. Ganhava estrelinha, mas não abria a boca. E algo me diz que uma hora a poeira baixa, e o número de seguidores não fica acima da experiência e do olhar de quem tem sensibilidade e criatividade. Pode ser só uma impressão sem nenhum fundamento? Pode. Mas reservei esse parágrafo para depositar um pouco de fé na humanidade. 😉

Tem também os pregadores da desaceleração. “Viva o escapismo!”, coleções, campanhas, marcas inteiras pelo slow fashion e pelo consumo consciente. Em um dos meus grupos de mulheres no Facebook, mais de 70 meninas comentaram suas escolhas para uma vida mais econômica. Um ponto de atenção: comprar roupas. Armário cápsula, redução de gastos em shoppings e aluguel de peças foram algumas das soluções.

Para a Oficina de Estilo, empresa de consultoria de estilo pessoal, o consumo pode ser substituído por autoestima. “O que há de mais atual na moda do nosso tempo não é material — é imaterial. Criatividade é ativo precioso para quem exercita estilo pessoal (na prática, nas escolhas de todo dia): aparentemente todo tipo de produto já foi inventado e reinventado, o museu de grandes novidades certamente tem representantes nos nossos próprios armários”.

>
Outro grupo entra de cabeça no vórtice. A Prada anunciou uma estratégia para os próximos anos com foco na nova geração, no imediatismo e no on-line. A Burberry fez uma “faxina geral” e já neste ano disponibilizou as peças para compra nos dias seguintes à apresentação, tanto nas lojas físicas quanto nas virtuais. Também não fará mais desfiles representando uma estação específica. A semana de Nova York já pensa em mudar totalmente o calendário, mostrando o inverno no inverno e o verão no verão.

Não pense que o Brasil vai ser o último a fazer check-in: o SPFW é a primeira semana de moda a oficializar a aproximação do momento do desfile com o do varejo. A edição deste ano virou apenas SPFW 41, sem Inverno/Verão. Um novo movimento carioca, a Rio Moda Rio, acontecerá entre 14 e 18 de junho também sem estações definidas e alinhada com os lançamentos nas lojas.

E eis que surge uma segunda verdade: não dá para permanecer estático no meio disso. A indústria precisa descobrir a sua luz e a sua verdade para se encontrar.

>
Não entendo de exatas, mas sei que na Física a flecha do tempo aponta sempre para o futuro. Quem vai dar a direção são os protagonistas dessa história. E, se a moda é tradutora de comportamentos, fenômeno social e cultural, incitativa, indicativa, sugestiva, como escreveu Gilles Lipovestky em “O Império do Efêmero”, nada mais justo que buscar seu lugar e a sua vez.

De humanas que sou, diria que as bolas de cristal espalhadas por aí sinalizam essa oportunidade para trazer a moda mais para perto, descer do pedestal. Inacessível não é status. Porque a primeira coisa que a consumidora vida real (eu!) pensa ao ler que a Burberry mudou ou que o sistema quebrou é: “E como mexe comigo?”. O famoso E EU COM ISSO?

Talvez seja a hora de os criativos usarem a moda como ferramenta de expressão, de posicionamento e venderem isso com a etiqueta. Como preconizava uma das cabeças da Vogue Americana, Grace Coddington, o vestir de atualmente será de fato “deixar claro para a sociedade quem você é de verdade” — como um tweet.

Com o universo que se abre no on-line, cada vez mais a moda será avaliada antes de ser adotada ou rejeitada. Tenha em mente que 2015 foi o ano em que o mobile ultrapassou o desktop, ou seja, agora isso está na palma da mão, na ponta dos dedos.

calendario-de-milao-1200x799

Não sabe por onde começar? Experimente, sendo marca ou consumidor, exercitar na moda sentenças como individualização, adequação e criatividade. Pratique a transgressão, cultive a rebelião, recuse repetições e conceitos cristalizados. E lembre da bandeira levantada pela mestra Regina Guerreiro: é melhor cometer um erro fenomenal do que viver na mesmice universal. A moda é isso. E está mais perto do que muitas mulheres imaginam.

Imagens: FFW, Agência Fotosite e Divulgação.

Por

31 looks e vários jeitos de usar skinny scarf

Não tem jeito: quando uma amiga começa a falar sobre uma tendência, a outra sem saber aparece usando e a terceira fica louca, isso vai passando como uma febre, escuta só porque que vai bombar. Nem que seja entre a gente, vai. Já ouviram falar da regra de três? Não a da matemática, mas a da moda: quando três celebridades aparecem usando uma peça, é melhor ficar de olho. Já eu gosto de aplicar nas musas da vida real, aquele bom e velho grupo das minas do Whats. E foi a skinny scarf (cachecol // lenço // paninho) que fez a cabeça delas nos últimos dias.

Mas eis que alguém levanta a mão e diz: eiei comprei, mas não sei muito como usar. Pois bem, esse post é para todas as amigas, e amigas de amigas, e essa corrente linda que a gente cria todos os dias.

Começando do começo, não da origem dos paninhos, mas de quando o assunto entrou em pauta. Em março de 2015, foi a Chloé que lançou esse look na passarela de inverno:

02-chloe

13-chloe

41-chloe

Tem casaco? Tem. Vestido? Tambêm. Camisa? Ô. E repetiu a dose neste ano:

chloe_1

Mas a gente vive a rua, né, Brasil? Pegar ônibus, caminhar o dia inteiro, sair de casa de manhã, voltar só de noite, frequentar xxxx ambientes diferentes, estar em momentos que vão desde a reunião importante até a fila do buffet.

O skinny scarf dá um toque sofisticado à la Chloé, é verdade, mas pode ser colocado em looks que acompanhem a gente nisso tudo. Não é maravilhoso poder fazer o que se quer com o que a moda chama de “tendência”? E o melhor: o nosso skinny scarf pode ser qualquer tecido da costureira, um lenço longo e fino, na cor que nos faz bem.

Separei em quatro categorias especialíssimas, vem ver:

>
Foco no decote

Camisas, vestidos, casacos, o que vale aqui é um decote generoso e um tecido mais fluido. Aí é só enrolar no pescoço, dar um nó justinho, bem rente, e deixar as pontas soltas e juntinhas, criando uma linha alongada e valorizando esse “V”.

scarf_13

lena_scarf2

scarf_27

scarf_12

skinny_scarf2

E para quem se pergunta: mas pode usar essa amarração sem decote? Pode sim, pode tudo, e fica um amor:

scarf_25

Extra, extra – ou o look nº32, que é de casa, da Lanna, e é de hoje:

32 jeitos de usar skinny scarf na vida real (os outros 31 tão lá no blog — link na bio) 🎀🎀🎀

Uma foto publicada por Glamour de Garagem (@glamourdegaragem) em

Dia a dia chique

Aqui não tem erro: enrolar a scarf como fazemos com mantas e cachecóis, dando uma volta no pescoço, e deixar as pontas soltas, uma de cada lado. Por cima de camisas, camisetas, blusinhas, percorrendo as barras dos casacos, fica a gosto do cliente. 😉

scarf19

scarf_11

scarf_4

scarf_14

scarf_6

O nó de francesa

É enroladinho no pescoço, mas com um nó nas pontas soltas, para baixo no peito, fazendo com que o lenço vire uma gravatinha descolada. Sabe aquele jeitinho de rock’n’roll all night, Kate Moss na balada, intencionalmente despretensioso? Então.

scarf_23

scarf_9

scarf_8

scarf_16

scarf_28

Turtleneck 2.0

É tipo a gola alta, só que não. É tipo uma choker, só que não também. O cachecol fininho dá o efeito do pescoço coberto, mas deixe pele à mostra: é só esconder as pontas na nuca.  E aí vale tudo. Gosto especialmente dos looks que deixam os ombros de fora, criando essa ~ilusão.

scarf_24

scarf_1

scarf_22

scarf_30

scarf_26

scarf_21

Por

Os 48 perfis mais inspiradores para seguir no Instagram

Em tempos de Oscar, o GG juntou os membros da Academia para, em uma árdua tarefa, eleger os melhores e mais incríveis perfis de Instagram que seguimos. Esta lista é um mergulho fora dos blogs e blogueiras (até que tem um ou outro, vai) e traz gente em evidência (ou não) que conseguem se descolar do mainstream. É uma lista das profundezas de quem tem usado o Instagram da maneira mais criativa, seja qual for. Vamos aos indicados.

categoria: parabéns, o Instagram da sua empresa está diferenciado

<
_liberar o design dos tênis antes do lançamento tá certíssimo:

<
_série com a Netflix com cápsulas no Instagram:

JACKED…ish 💪 Watch #MargotViking find her muscle in Episode 5 through the link in our profile. #betterforit

Um vídeo publicado por NikeWomen (@nikewomen) em

<
_e-commerce só pra venda dos produtos que estão nas fotos:

Screen Shot 2016-03-02 at 5.01.34 PM

[aqui o link: http://www.nike.com/lu/en_gb/c/women/instagram]

<
_estes vídeos:

Parisian style spiral #Hermes

Um vídeo publicado por Hermès official account (@hermes) em

<
_vai, brasil! (várias fotijas em uma só):

Body of Colours SS16

Uma foto publicada por Janiero (@janierobodyofcolours) em

<
_revista super conceito:

Ponytale 3 is out! Two different covers featuring @ali_michael and @palmaria

Um vídeo publicado por Ponytale Magazine (@ponytalemag) em

<
_muito gif e ilustração bonita pros neni:

<
categoria: parabéns, sua empresa tem um mural bonitão

(cliquem nos perfis para ver que toda foto se completa):

Pink Pendulum / Edição Limitada – Limited Edition

Uma foto publicada por Harm (@h_a_r_m_) em

Direção de Arte🎈 @tapedindo com Maio Kate

Uma foto publicada por Haight (@haight_clothing) em

<
_santo de casa faz milagre, sim (em breve mais sobre a baioque 1+1+1):

<
categoria: parabéns, sua empresa tem bons videogifs

Sneak peek: #BTS fun at our summer photoshoot with @fashion_jackson.

Um vídeo publicado por Banana Republic (@bananarepublic) em

#Carven wishes you a happy Chinese new year 🐒🐒🐒 #chinesenewyear

Um vídeo publicado por Carven (@carven_paris) em

<
categoria: sigamos todos pois é estético

<
_talvez o Instagram mais bonito já criado pelo homem:

#normalcarrey

Uma foto publicada por Kaiyu Huang (@normalcarrey) em

Photography by @carneirodudu. Beauty by @diogomolinos. 🌌

Uma foto publicada por Helen Rödel (@helenrodel) em

<
_pessoas + museus:

<
_vai, brasil!

Shooting @spinobike com van maligna 👊👊

Uma foto publicada por Silvo (@silvo.co) em

<
_”revista” colaborativa de design no Insta:

<
categoria: como lançar um álbum no Instagram

Trecho de INGESTÃO

Um vídeo publicado por Um Pouco Mais De Silêncio (@upmds) em

<
categoria: engraçaditos, porém cults

<
_pra quem gosta de arte desconstruída:

#aircollage #frida #fridakahlo

Uma foto publicada por See Different, Think art (@art.lies) em

<
_brasilvinil:

<
_querido:

🎈☀️ MKOF 👻 Encolhipessoas

Uma foto publicada por Renan Viana (@encolhiaspessoas) em

<
_o homem por trás das trilhas dos desfiles mais hypados:

My fitting @loewe @jonathan.anderson @marinachastenet @benjaminbruno_ pic by @theeryanaguilar

Uma foto publicada por michelgaubert™ (@michelgaubert) em

<
categoria: nada demais, porém bonitos

<
_tênis com cara de brasil:

<
_lifestyle sem carne:

Essenciais do dia ✌️

Uma foto publicada por Insecta Shoes (@insectashoes) em

<
_deixa ele aí:

Weekend vibes on a Wednesday. #UOonYou 📷: @themagdalenaexperience

Uma foto publicada por Urban Outfitters (@urbanoutfitters) em

<
categoria: um mundo da moda fora dos blogs

<
_editora da Elle porém gente como a gente:

Modelani 90’s style pra @ellebrasil 😁👯 foto @gonfiantini make @paulavida

Uma foto publicada por Chantal Sordi (@chantalsordi) em

<
_um dia seremos mulheres conceituais:

Uma foto publicada por Maja (@majawyh) em

<
_um dia seremos mulheres conceituais 2:

Hair up, oversized tee on✌🏻️. #happyweekend

Uma foto publicada por Mija by Mirjam Flatau (@mija_mija) em

<
_um dia seremos francesas:

✌️Perche 🇫🇷

Uma foto publicada por Caroline de Maigret (@carolinedemaigret) em

<
_um dia seremos francesas 2:

☀️ @riadolema @askadeline

Uma foto publicada por @jeannedamas em

<
categoria: pets + nenis + açúcar + ilustração fofinha

<
_queremos um neni assim:

Working mama #mischaalexandra

Uma foto publicada por Natasha Goldenberg (@ngoldenberg) em

<
_ficcionadas em neni + moda:

Love being home with my babies.

Uma foto publicada por miss james (@bleubird) em

<
_nenis + cachorros:

back at it again #theoandevvie

Uma foto publicada por Jessica Shyba (@mommasgonecity) em

(Blue) Friday @acolorstory

Uma foto publicada por Harlow, Sage, Indiana & Reese (@harlowandsage) em

<
_um cara que anda pelo mundo com seu cão:

<
_que seja doce:

Make your drinks blossom…DIY floral coasters are up on the blog! Link in profile 💐🌸🌺

Uma foto publicada por Marjorie Lacombe ⚡️⚡️ (@creativekipi) em

But first, coffee. How do you like yours? ☕ (📷: @citygirlcoffee) #ABMlifeiscolorful

Uma foto publicada por Elsie + Emma A Beautiful Mess (@abeautifulmess) em