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Música brasileira para alinhar a vibe: tombamento

A imagem não bate com o som? AINDA BEM. Achei que o GG não poderia deixar de ter um espaço dedicado a indicar estes três musos da nova música brasileira:

Jaloo, Liniker e Johnny Hooker.

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Estilos bem particulares e o que têm em comum é justamente essa “imagem que faz questionar”. Se depois de olhar, ouvir, seguir com alguma estranheza, recomendamos uma booooa reflexão. Se não, ai sim tá tudo certo e só dar o play. No último final de semana, rolou o Vento Festival em Ilhabela (SP). O festival teve um lineup de chorar de tão bom e celebrou a nova música popular brasileira que, graças a Dios, tem levantado questionamentos e bandeiras sobre sexualidade, gênero, racismo e todo preconceito.

O que vão dizer de nós?

Uma foto publicada por Johnny Hooker (@hookerjohnny) em

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Jaloo tem um ímã. Para mim, ele tem um canto de sereia, uma coisa que hipnotiza.

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Jaime Melo tem 28 anos, veio do Pará, faz as vezes de modelo, é tímido e contou em entrevista ao HuffPost Brasil que acabou aprendendo a cantar para acompanhar as batidas que já fazia. Nos dois show que fui, encontrei um Jaloo calmo, com looks e apresentações marcantes e acompanhado por duas bailarinas. Os clipes do artista e os remixes que circulam por aí (como do BossInDrama) merecem o seu tempo. Uma amiga diz que “o som dele não é fácil de consumir”. E talvez não seja mesmo, mas eu prefiro classificar como “música para dançar e sentir de olhos fechados”.
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Buena onda e lacração! Para mim, isso resume o fenômeno Liniker.

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No dia 15 de outubro de 2015, o canal Liniker fazia o upload do EP Cru. Três músicas em três vídeos gravados em casa, em uma sala de estar, para passar exatamente a vibe dos músicos, contou Liniker, que comanda sua trupe de companheiros Os Caramelows com turbante, saia longa, argolas, colares, brincos, delineador, batom e bigode. Sim, bigode e uma voz grave que canta: “deixa eu bagunçar você” com uma potência incrível! Hoje, o vídeo tem mais de 3 milhões de views e o cantor contou em mais de uma entrevista que foi surpreendido pela aceitação e sucesso. O show? Você não para um minuto mesmo que não conheça todo o repertório, Zero é cantada a plenos pulmões por todos e ainda tem o momento ‘culto’ quando Liniker e as cantoras que o acompanham fazem um verdadeiro louvor ao lacre, ao poder, ao glitter. Dá uma esperança saber que Liniker faz tanto sucesso e, por onde vai, diz que é “bicha e preta”. O cantor lançou um projeto no Catarse para financiar o disco Remonta e você pode ajudar aqui.
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“Esse é pra sangrar!”, me disse a Taidje quando perguntei qual o clima do show do pernambucano Johnny Hooker.

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E é a melhor definição. Nem sei se podemos chamar apenas de cantor um cara de 28 anos que é também compositor, roteirista, ator e faz performances inesquecíveis. Johnny tem um timbre rasgado, com sotaque, que marca e canta coisas como “eu vou chamar Iansã, Ogum e Oxalá, vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito!” ou, ainda, “volta, que eu perdoo teus caminhos, teus vícios, que eu volto até o início, te carregando mais uma vez de volta do bar” e mais “fiz da noite a minha morada, mil homens amei, bebi a madrugada, até você retornar com os olhos cheios de mágoas e o seu clamor”. O clipes também são sempre uma obra à parte e contam histórias de amores latinos, sofridos, barrocos, dramáticos. Que tal começar a assistir os seis minutos de “Amor Marginal”?
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Além de produzirem arte de qualidade com sons, batidas, shows, vídeos, poesias, eles e outros como As Bahias e a Cozinha Mineira, Filipe Catto, Rico Dalassam estão:

redefinindo padrões, quebrando com os que existem, rompendo barreiras do preconceito, fazendo todo mundo se questionar e evoluir através da arte. Leia aqui um texto sobre a Geração Tombamento.

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Para finalizar, o recado de Jaloo sobre o que realmente importa nesta vida:

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Estamos atordoadas e a culpa é da Rihanna

Primeiramente, imagens:

Bueno, se pra ti ainda não é o bastante para justificar o título, seguimos.

O último álbum da Rihanna foi lançado oficialmente no dia 29 de janeiro, depois de muitas especulações de parcerias, previews de clipe, foto da capa e afins. “ANTI” veio depois do lançamento…

Da incrível Bitch Better Have My Money;

[que tem um filme demais dirigido pela própria]

Da querida FourFiveSeconds;

[parceria com dois gigantes da música, Sir Paul Mc Cartney e Kanye West]

E da “não bateu” American Oxygen.

 

O álbum é diferente dos demais da cantora: é um dos melhores e mais lineares. Combina com aquele fim do dia, baixando o giro e indo pra casa, combina com vinho, boa noite e boa companhia (leia-se um encontro delícia), combina com pré-noite com as amigas…

Acredito que não tenha passado um dia sem ouvir pelo menos uma das 13 (e 3 extras) músicas novas desde o lançamento. Primeiro foi Same Ol’ Mistakes, uma versão fiel de New Person, Same Old Mistakes da Tame Impala (que já era massa). Os australianos aprovaram, a música tem uma letra incrível e a voz da RiRi deixou tudo ainda melhor.

Num dia desses, passei pelo post de uma amiga, a Lu Negretto, e ela também contava que estava absolutamente viciada em ANTI.

lu

[essa é a Lu!]

Pedi pra ela contar o porquê. “Horas depois do lançamento de ANTI me vi presa em um loop infinito entre “Needed It” e “Same Ol’ Misktakes”. Existe coisa mais linda do que a ideia de misturar Rihanna com Tame Impala? Sinto que ficarei apreciando por longos meses. Demorou mas valeu cada dia a espera pelo novo álbum. Vida longa à RiRi ♥”.

Para tentar investigar ainda mais os motivos, a Ju Moreira é outra amiga que tem dividido as tardes comigo trocando links, gifs e detalhes sobre ANTI, com direito a “qual tu acha que vai ser o próximo single depois de Kiss It Better?”.

ju

[essa é a Ju!]

Olha o que ela falou: “Confiança, autoestima e muuuito poder. Não tem como ouvir o Anti e não sentir nenhuma dessas coisas crescer dentro da gente. Se você ama o jeito da Rihanna, dá uma chance pra esse álbum. ANTI é o trabalho mais Rihanna que a Rihanna já fez“.

Não consegui escolher uma preferida, mas Higher tem me batido de um jeito… A letra é a cara da guria que a gente vê se divertindo com os amigos, bebendo e ligando para o cara às 3h da matina — além de provar que Rihanna é uma excelente cantora (preste atenção na voz).

Depois do lançamento, aprendi a expressão farofa com amigos que diziam não ter nenhuma música pra bater cabelo na pista. Duvido que alguém não dê uma mexidinha nos quadris ouvindo Work, mas aqui tem o link da versão funk-maravilhosa-e-impossível-ficar-parado que os DJs Maffalda e Gorky fizeram do single do casal que não se assume mas amamos Drake e Rihanna. Os caras criaram o projeto Brabo e trabalharam com ninguém menos que Pablo Vittar (tudo isso eu vi no Papel Pop).

Watch #WORK now! smarturl.it/workvideov

Uma foto publicada por badgalriri (@badgalriri) em

Tracklist de ANTI:

1 – “Consideration” (com SZA)
2 – “James Joint”
3 – “Kiss It Better”
4 – “Work” (com Drake)
5 – “Desperado”
6 – “Woo”
7 – “Needed Me”
8 – “Yeah, I Said It”
9 – “Same Ol’ Mistakes”
10 – “Never Ending”
11 – “Love on the Brain”
12 – “Higher”
13 – “Close to You”
Faixas bonus
14 – “Good Night Gotham”
15 – “Pose”
16 – “Sex With Me”

Para baixar (voucher: ANTI, Spotify and vídeos de queridos usuários do Youtube.

NAVY, #ANTI is now in stores worldwide! Pick up your physical copy today!!

Um vídeo publicado por badgalriri (@badgalriri) em

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No balanço

♫♪ Para ler ouvindo: Changes ♫♪

Era 03 de janeiro quando eu comecei a escrever esse post. Minha ideia era publicar no dia 04, uma segunda-feira, com uma ideia simples: o ano começou, e agora?

E mostrar como devagarinho a gente descobre que para colocar projetos e sonhos em prática, não é preciso deixar apenas que o 2016 se encarregue. Devagarinho a gente aprende que as resoluções são muito mais da alma do que do ano novo. É devagarinho que a gente percebe que temos em nós uma energia transformadora. Bem devagarinho a gente vê que não basta pular as sete ondinhas, é preciso ter fé (ou qualquer outra força com capacidade movedora). O desejo tem poder.

Outro dia li em um horóscopo: a oportunidade repousa justamente na sintonia de frequências amorosas. Muitas vezes não sabemos o que queremos, mas quando colocamos trabalho, cuidado, carinho, dedicação, vontade em algo, as coisas acontecem. Devagarinho.

Corta para o dia 04 de janeiro, quando a minha vida mudou de uma hora para outra — significa: trocar de emprego, de rotinas (dos últimos cinco anos!), de trajetos, de hábitos, de caminhos. Tão rápido que mal dava para respirar. No domingo seguinte, sentei de novo, retomei o texto, respirei. Salvei rascunho.

Acordo no outro dia com várias mensagens dizendo o mesmo: David Bowie morreu. Conheci as músicas dele no colégio e elas me fizeram companhia em tantos momentos que só restou sentar e chorar. O cara que abriu a minha cabeça, criativo, transgressor, curioso, original, atrevido, vibrante, livre. We can beat them, forever and ever, we can be heroes, just for one day. Liberdade, liberdade…

bowie

Li aquiBowie made me feel what science fiction made me feel—the vertigo of imagination—and made me start to understand that I could acknowledge my dread and sadness about the future as well as my hope. And so the short version of my Bowie story is the same as most other people’s: I found him when I needed to find him. 

A cada homenagem, de Gaga a Lorde, eu choro um pouquinho. É egoísta pensar que eu nunca vou ver de pertinho, eu sei, mas dói. Não dá para imaginar um mundo sem David Bowie, disse o blog do Matias, e assino embaixo.

Screen Shot 2016-03-01 at 11.34.20 AM

Mais uma semana passou, e outra, e um mês. Até hoje, 1º de março, foi um tempo de adaptação, de entender como seria o meu 2016, de depois da tempestade, a calmaria. Não tenho pressa para chegar em lugar nenhum. Desde 2014, coloquei na cabeça uma ideia de buscar o equilíbrio, mas para 2016 deixei isso de lado. Quando vi o Marcelo Quinan no Creative Mornings, entendi que não é isso.

O canal é o balanço.

Enquanto o equilíbrio é repouso, é como “as coisas são”, disse o Quinan, o balanço é dinâmico, é como “as coisas estão”. Quero estar, aproveitar todos os pedaços, movimento, caminhar, saborear os passos. Devagarinho.

É por isso que demorei para voltar aqui. Como seria o ano novo do blog? Para essa empreitada, me juntei a duas amigas que são daquelas da vida, a Lanna e a Fê (tem mais sobre elas aqui do lado) e, sem pensar muito, HEY HO. Sem mais ensaios de volta que acabam esquecidos. Vamos falar de moda, música, cinema, arte, movimentos culturais, beleza, autoestima, consumo consciente, comer bem, trabalho e, por que não?, sobre expressões do amor. Esse é meu crew:

fazendo a egípcia ✅

Uma foto publicada por Taidje Gut (@taidje) em

Colem na gente 😉

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Mulheres da música brasileira para alinhar a vibe

Caras, vocês se sentem um pouco culpados de estarem pensando em dramas pessoais enquanto tantas questões sociais preocupantes nos chamam “lá fora”? Às vezes eu me sinto e acho que dividir isso com outras pessoas que passem o mesmo pelo menos diminui a culpa. Bueno, mas o que isso tem a ver com música? É que eu acho que música tem o poder de alinhar a vibe, seja ela qual for. Uso para me concentrar no trabalho, pra criar, pra me distrair enquanto lavo a louça e resolvo todas as questões do mundo, pra colocar pra fora sentimentos que eu não quero em mim ou pra compartilhar aqueles sentimentos bons!

Entonces, divido aqui o que encontrei nos links dos últimos dias e acredito que pode fazer você feliz de algum jeito:

Frou Frou, Bárbara Eugenia

Ou baixe aqui.

Cinquenta e dois minutos e treze segundos de good vibes mesmo quando fala de coisas não tão legais assim. Sabe batidas tão boas que dão vontade de caminhar no mesmo ritmo? Sim, eu tenho essa pira. E é esse o disco. Música pra ouvir a letra, se identificar e dar uma dançadinha. A primeira faixa tem uma combinação de “eu escrevi essa letra” + sax que é de matar. Uma prova, o trecho: “Eu bem que sabia que isso era uma cilada”, ela confessa num momento de pausa da canção, “eu tinha certeza, mas adoro uma roubada”.

O jornalista Alexandre Matias descreve a cantora no texto de apresentação do álbum: “Bárbara Eugenia vem elegante como um trocadilho dadaísta, mas sua raiz é passional, quente, latina, novelesca.”. Quem se identifica, coloque os fones e aperte o play. Para os dias que estamos querendo cantar sentimentos.

A Mulher do Fim do Mundo – Elza Soares

Ou escute aqui.

Já vi algumas listas elegendo este álbum como o melhor do ano no país. O que mais me chama atenção é que é o primeiro CD de inéditas da cantora que já tem 60 anos de carreira. E as letras… É uma Elza moderna que canta, Elza que sabe do que estamos falando, como estamos vivendo. Canta rap, rockzinho, sambinha de um jeito desbocado e verdadeiro como sempre foi.

Aperte o play e comece encantando-se com a letra de “Coração do Mar”, poema de Poema de Oswald de Andrade musicado por José Miguel Wisnik. E aproveito para recomendar fortemente a biografia desta mulher, “Elza Soares – Cantando Para Não Enlouquecer”, escrita por José Louzeiro. Faz você ouvir o timbre inconfundível da Elza de outra maneira. Este é o momento pra ter música boa refletindo sobre transexualidade, violência doméstica, morte, dependência química e mais.

elza-soares

Delírio – Roberta Sá

Brasilidade delícia. Essas são as duas primeiras palavras que vem na minha cabeça quando penso nesse álbum. Conheci o álbum pela música Delírio que tem um videoclipe daqueles que dá vontade de morar dentro e o trecho “nem tão da terra, nem tão lunar” que tem definido como as coisas andam por aqui. Roberta Sá é uma das melhores cantoras da chamada nova MPB, tem malemolência e uma voz que acalma e inspira. Acho lindo ver ela cantando.

O disco é tipo um banho de mar com algumas ondas que nos levam de volta pra beira da praia – e outras que nos fazem boiar. Pra entender a analogia, escuta aí. As faixas “Me erra”, “Delírio” e “Se for pra mentir” são as minhas preferidas. Além da cantora, participações especiais como Chico Buarque e Martinho da Vila deixam tudo mais glow. Boas canções para deixar as coisas mais leves, se distrair, fazer aquele passinho envergonhado em frente ao espelho.

Essas são os meus últimos plays. Espero que alinhe sua vibe como tem alinhado a minha. Sugestões? Por favor, a troca é o que nos move.