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Madonna: a mulher que inspira SENDO!

Meninas, hoje acordei arrebatada com a força do show da Madonna ontem, aqui em Porto Alegre. Quem também assistiu, aqui, no Rio ou São Paulo, talvez entenda esse sentimento. De qualquer forma, não é preciso ver o show da Madonna para de fato se dar conta do que ela representa atualmente. Uma das mulheres mais importantes da história – mesmo que você não curta o seu gênero musical.

Por isso, ao ler esse texto da querida escritora Carol Teixeira, resolvi copiá-lo (com a permissão da autora) aqui para o blog. Vale a reflexão sobre uma artista que foi além, que teve coragem e que sim, libertou muitas mulheres para se expressar sem medo ou culpa.

Espero que gostem!

“Madonna me faz lembrar algo que Henry Miller escreveu: “Não tenho nenhum respeito pelo artista, por maior que ele seja, que não coloque sua arte em prática na sua vida. Acredito que moral e estética fazem apenas um.” Se o genial & safado autor dessa frase tivesse conhecido Madonna, ele obviamente a aplaudiria de pé. Porque ela tem essa verdade artística, essa conexão total ente discurso e ação. E disso vem seu poder e a magnitude de sua influência sobre o mundo. Ela é uma mulher que inspira SENDO. E por isso ela fez mais pelas mulheres do que muitas feministas queimadoras de sutiã. Porque discursos podem ser inspiradores mas as verdadeiras mudanças só vem de ações, de exemplos práticos, de gente que dá a cara a tapa e faz.

Nos anos 80, época na qual as mulheres achavam que tinham que abdicar de sua feminilidade e poder sexual em prol do poder recentemente alcançado no mercado de trabalho, Madonna se fazia objeto sexual e mostrava que podia ser sexy, inteligente e estar no poder. Objeto e sujeito ao mesmo tempo. Uma subversão epistemológica regada a muitos flashes e coreografias.

Numa época em que a ideia da maternidade ainda era associada com a ideia de casamento e família, Madonna decidiu que queria ser mãe e não esperou o príncipe encantado – engravidou do personal trainer com quem tinha um casinho na época, acabando a história pouco depois. Depois resolveu ter uma família, casou com o cineasta Guy Ritchie e fez o papel da esposa ideal, da mãe conservadora que não deixa os filhos verem TV. Após alguns anos, já separada, pegou o lindo e jovem Jesus Luz, sem ligar pro machismo reinante que ainda vê com estranhamento mulheres com homens bem mais jovens.

Já dizia Patti Smith: “a contradição é o caminho mais claro para a verdade”. Madonna é livre e sábia porque se permite viver todos os seus arquétipos – o da santa, o da puta, o da mãe, o da louca – por mais contraditórios que eles possam parecer. Pra mim, essa é melhor definição de liberdade. E é aí que toda essa explosão estética toma uma relevância existencial. Nunca esqueça da lição da musa (lição que eu sempre segui à risca): Express yourself. Sem medo. Porque, como disse Lady Gaga (uma entre tantas artistas que tiveram seus caminhos abertos por Madonna), “Vergonha é um conceito obsoleto e se desculpar é uma injustiça pra qualquer performance”.

E pra qualquer vida, eu diria. Só assim, expressando sua individualidade sem pedir desculpas pelo que se é, se chega em alguma espécie de verdade e se faz diferença nessa vida. O resto é um mundo já mapeado. Madonna sempre soube disso” (CAROL TEIXEIRA)

Demais, demais, né? Que acharam? Os negritos no texto foram por minha conta, ok?

Comentem!

Beijinhos!

3 comentários

  1. Bethscotti disse em :

    Corajosa essa mulher. Por isso te admiro Madonnaaaa. Amei o texto.

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