About Taidje

Taidje Gut

Por

Por Todas Elas

Um trabalho feito de coração por mulheres e para mulheres já ganha todo o nosso amor. Quando carrega uma verdade, um espírito de irmandade e cuidado com todas nós, ainda mais. E se tem minas que a gente morre de orgulho no meio, é o coração explodindo querendo divulgar por todos os lados.

A zine Por Todas Elas é um trabalho colaborativo e coletivo.

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Feito pelas nossas amigas Ana Paula Peroni e Vika Schmitz, com outras meninas incríveis, o projeto surgiu como material de distribuição para os atos contra a cultura do estupro e contra violência à mulher.

Para imprimir e distribuir! ♥

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Especificações: zine A4, P&B e com uma dobra.

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Por

Céu, Farm, velvet cajú e muito amor

♪♫ Para ler ouvindo: ♪♫

A gente não é daquelas fãs inveteradas da Farm. Pelo contrário, temos algumas críticas sobre como a marca se comporta (principalmente nos pontos de venda, mas também, sim, sobre os tamanhos e os preços que são quase impraticáveis). E nem somos muito de estampas, somos um trio bem neutrinho e minimalista, quase gótico.

PORÉM temos que admitir que algumas parcerias deles são realmente impressionantes. É o caso da coleção velvet cajú, com a cantora Céu – e essa amamos muito! Ela falou que apesar de ser “um convite para navegar em mares jamais desbravados, sempre houve uma proximidade mútua com a marca, além de uma curiosidade e interesse grande sobre esse universo que é o da moda”. E mais:

O engraçado foi que, pensava eu, estava dando um tempo um pouco do universo da música, me dando a chance de estudar outras coisas, etc….ledo engano…. foi através dela, da eterna música que cheguei nesse outro universo: desenhei meus ídolos musicais brincando de dar à eles as famosas “camisetas de banda” que tanto adoro, desenhei roupas que queria usar no palco, buscava na voz de veludo do Melodia, o veludo que queria usar na pele, e assim desenhei um blazer/vestido que já foi pros palcos….queria que minha coleção tivesse cheiro de cajú, desenhado na canetinha Pilot, misturado com um scarpin que amo e usava pra ser a Debbie Harry por um dia. 

Então venham só ver um pedacinho dessa maravilhosidade cósmica com os nossos looks preferidos. Porque ver coisa linda é sempre inspirador e não tira pedaço, né?

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Não é demais?

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Por

Comer bem é encontrar o equilíbrio

Essa demora para falar do assunto era por não saber como e nem por onde começar. Já me pediram aqui para contar sobre o meu processo de reeducação alimentar, e no Instagram do GG alguém comentou que eu tinha mudado muito desde o início do blog. ENTÃO SENTA QUE LÁ VEM TEXTÃO.

Preciso partir do início real, rs: eu era um bebê fofinho, com pernoquitas cheias de dobrinhas, virei uma criança muito magrinha (“era só dente”, diz minha mãe), engordei na adolescência e estiquei. Cheguei aos 17 anos com 1m70 e 65kg. Fazia teatro e faculdade de Jornalismo, atividades culturais, mas sempre fui preguiçosa para esportes. Muitão. E assim vivia.

Aí minha principal diversão era comer demais e sem critérios. Doces, frituras, junkie food, coca-cola normal, sem horário, madrugadão, zero exercícios, v1d4l0k4. Até os 26, ganhei mais de 20kg. Não enxerguei os 90kg na balança, mas era uma possibilidade iminente. Isso não me incomodava muito, então seguia o baile. Foi assim que vocês me conheceram aqui. Assim:

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Quando o GG foi lançado, em janeiro de 2010, eu tinha 22 anos. Pouco sabia sobre o que eu queria, sobre moda ou sobre meu estilo. E muito li comentários do tipo:

“Taidje, a gente fica esperando uma oportunidade de levantar sua autoestima…”
“Acho que ela deveria caprichar mais porque fica um abismo enorme entre ela e a Ester.”
“Poderia se valorizar mais, muito senhorinha, sem muita bossa, um sorriso sempre xoxinho…”
“A Taidje mesmo quando acerta em algo, acrescenta algumas décadas em sua idade real.”
“Exagera nas peças muito largas e me passa a impressão que é mais gordinha, não fica legal!”
“É nova demais pro estilo que adota =/

ENFIM. Mas confesso pra vocês que tinha mais coisas para pensar na época. Para vocês terem uma ideia, durante esse tempo todo teve UM comentário que me chateou de verdade. E vejam só: esqueci completamente o que dizia (só lembro que era de uma rudeza excessiva).

Vida que segue, em novembro de 2013, com 26 anos, comecei a fazer terapia. É uma viagem parar durante uma hora da semana para pensar só em ti, nas tuas ações, no que tu provoca, no que os fatos dizem sobre os teus sentimentos. Minha cabeça abriu para várias coisas, descobri um tanto sobre mim. E vale dar uma pausa para dizer: não sou a favor da ditadura da magreza (se hay ditadura, soy contra). Todo mundo tem mais é que ser feliz como quiser, se sentir bem no próprio corpo, ter a vida que desejar, no ritmo que escolher – se for de um jeito saudável, melhor. Sobre isso, recomendo a leitura do texto Você prefere gozar ou ser magra?, da Renata Correa.

Mas depois de uma noite regada ao combo negrinho + sorvete para ver a cerimônia do Globo de Ouro com a Lanna e a Fê, em janeiro de 2014, me senti mal. Queria me achar bonita, meus hábitos eram horríveis, ficava triste, minhas emoções estavam sempre ladeira abaixo. No meu antigo apartamento, nós três fizemos um pacto: deu, chegou, c’est fini, zéfini, como dizem os mais antigos. Comer direito era uma questão de saúde e de estar de bem com a gente.

Primeiro passo: procurar ajuda profissional. E fui muito iluminada nisso, porque  conheci a Francisca Mosele (aqui tem os contatos dela). Mais que uma nutricionista, ela é uma “coach de vida” que faz a gente perceber que a comida pode jogar no nosso time. Entre tantas sabedorias, foi ela quem deu reais como: controlar a compulsão alimentar é o primeiro passo para ter domínio até das contas no final do mês (ainda não estou nesse ponto, mas TENHO FÉ). Foi ela que me explicou o jeito que mais funcionava para mim, incentivou, explicou funções nutricionais dos alimentos, mandou foto de balança no WhatsApp, me fez querer experimentar comidas novas. Com os conselhos da Francisca, consegui me relacionar com as refeições de uma outra forma. Comecei a correr (primeiro todos os dias e agora três vezes por semana). Não tomo muita cerveja (e nem gosto tanto). Virei fã de tapioca. E só não consigo resistir ao chocolate, ainda.

Me dei conta que postei poucas fotos aqui ou nas nossas redes sociais durante esse tempo. Então divido algumas do meu perfil pessoal:

azuleô 💙

Uma foto publicada por Taidje Gut (@taidje) em

Julho de 2014, durante a Copa do Mundo, cinco meses depois de começar.

p&b de ontem 👯 #spfw #vivalinda

Uma foto publicada por Taidje Gut (@taidje) em

Novembro de 2014, no SPFW com a Lanna.

Ou seja: 10 meses depois, saí dos 86 e fui para os 68. Inverti a lógica, rs.
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bibiii no segundo dia #spfw #vivalinda

Uma foto publicada por Taidje Gut (@taidje) em

joga a mãozinha pra cima 🙆 #spfw #vivalinda

Uma foto publicada por Taidje Gut (@taidje) em

só falta um ✨✨ #spfw

Uma foto publicada por Taidje Gut (@taidje) em

e fim e vlw flw essepê #spfw

Uma foto publicada por Taidje Gut (@taidje) em

Então entendo que muita gente estranhou quando eu resolvi aparecer um ano e meio depois, assim:
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Café na laje, das resoluções de 2016 (e a carinha de quem não é nada matinal) ☕️😝

Uma foto publicada por Glamour de Garagem (@glamourdegaragem) em

A Francisca é tão gênia que quis fazer algumas perguntas direto para ela e compartilhar os resultados aqui. Vejam só:

♥ Como começa esse processo de “consciência alimentar”?

Geralmente quando nos damos conta de que a maneira como temos nos alimentado não está gerando resultados positivos. Diferentes situações podem ser desencadeadoras desse processo. E partem disso:

Do reconhecimento de que existe uma relação de equilíbrio entre o nosso corpo e o que comemos.

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Poderia citar diferentes desequilíbrios tais como alterações em exames bioquímicos, constipação crônica, doenças crônicas, fadiga, mas de todos eles nenhum representa melhor do que ganhar peso. Quando engordamos,  geralmente não é somente porque a quantidade de comida aumenta, mas principalmente porque a qualidade cai muito. E é nessa perda que a nossa alimentação passa a desempenhar um papel maior do que a nutrição e começa a refletir sensações e sentimentos.

♥ Por que emagrecer muda o astral?

Simplesmente porque é o oposto de engordar. As pessoas subestimam “o engordar”, reduzindo o processo ao ganho de peso, mas ele envolve muitos outros aspectos – situações nem sempre favoráveis e de mudança do foco pessoal, o que faz com que tenhamos a sensação de que um dia acordamos, nos olhamos no espelho e está lá. Essa sensação acaba por modificar personalidade e forma de expressão, passamos a escolher roupas não porque gostamos, mas porque servem. Há sempre a tentativa de disfarçar e esconder, deixamos de fazer coisas porque não estamos nos sentido bem e até nos tornamos mais tolerantes por não nos sentirmos valentes para mudar as coisas a nossa volta. Nesse sentido, é impossível não dizer que emagrecer é fantástico.

A retomada do foco pessoal faz com que a gente enxergue a alimentação como parte do autocuidado.

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E a partir daí passamos a usufruir de todos os aspectos que envolvem uma alimentação saudável, e isso vai muito além do peso.

♥ Quais alimentos deveriam ter um alerta?

Um aspecto importante da alimentação é que, assim como outros aspectos de nossas vidas, ela é feita de padrões. Nesse sentido parece razoável pensar que alguns alimentos comumente presentes na dieta se complementem e direcionem nossas decisões alimentares. Pensando em uma alimentação saudável como um todo, que deve ser a base para qualquer processo de emagrecimento, eliminar alguns alimentos facilita a adoção de uma dieta mais equilibrada. Assim, o problema desses alimentos não está nas calorias, quantidade de açúcares ou gordura per se, mas no impacto que eles têm sobre nossas decisões.

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1. Refrigerantes e bebidas industrializadas: aqui podemos incluir normal, light, diet, suco de caixinha, em pó. O problema desse tipo de bebida não esta nas diferentes composições, mas no que todas têm em comum, o sabor. Todas essas bebidas podem ser consideradas alimentos de “alto paladar”, alimentos de sabores tão intensos que amortecem nosso paladar tornando mais difícil a percepção da nuance de sabores presentes em alimentos saudáveis. Geralmente esses estão associados a alimentos de sabor tão intenso na tentativa de equilibrarmos os sabores. Assim, retirar da dieta dá mais prazer na descoberta de novos sabores.

2. Doces: sempre digo que quando retiramos os doces não estamos retirando o sabor doce de nossas vidas, porque diversos alimentos saudáveis tem sabor doce – frutas, iogurtes, cookies integrais. Novamente o problema não é o açúcar per se. O doce que sugiro que seja retirado é aquele que se aproveita de alguma coisa que não está bem para entrar. É o doce que temos vontade de comer quando estamos cansados, com fome, ansiosos e, o pior de todos, o que achamos que merecemos. Se isso vira cíclico, quanto mais comemos, mais queremos. Até o ponto que eles passam a fazer parte da rotina.

3. Massas: o problema da massa não é na farinha, então não adianta trocar por integral, de arroz ou qualquer variação hoje apresentada pela indústria alimentícia. O problema da massa está no conceito de prato único. Geralmente quando comemos massa essa é composta por uma mistura de ingredientes que torna muito difícil a identificação do que estamos comendo e, principalmente da quantidade.

Um dos primeiros passos para uma alimentação saudável, independente do objetivo é saber o que estamos comendo e a proporção em nosso prato.

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4. Fritura:
fritar os alimentos aumenta substancialmente a quantidade calórica a dado ponto de que quando comparamos alimentos fritos ou à milanesa ao assado ingerimos 3x e 4x mais calorias, respectivamente. E não adianta utilizar panelas que “fritam sem óleo” se os alimentos forem pré-fritos.

♥ Um recado para pessoas que adiam as mudanças:

Acredito que o ponto chave para a mudança é pensar no processo de maneira diferente, como algo bom, divertido e que realmente possa ser duradouro e resolutivo.

Focar no processo e não no resultado, reconhecendo que a perda de peso ocorrerá como consequência de decisões alimentares melhores.

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Todos já tentamos emagrecer em algum momento da vida e carregamos conosco o “fantasma da dieta passada”, que acaba por nos fazer criar estratégias alimentares tão complexas que se tornam impossíveis de operacionalizar.

A ideia é simplificar o processo com alimentos mais naturais e comuns, corrigindo o que não funcionou no passado. Um importante passo pode ser o de passar a curtir cada momento, sem limitar a felicidade a um número. Muitas estabelecemos um peso a partir do qual começaremos a nos sentir bem com nosso corpo, e assim acabamos esquecendo de comemorar as pequenas vitórias e novas sensações, olhando apenas para o resultado final. Isso gera insatisfação.

Evite soluções alimentares simplistas, como retirar o glúten ou incluir o suco detox. O resultado de qualquer alimentação não se resume a um componente: encare o processo como uma mudança de comportamento alimentar. É claro que você pode dizer que uma pizza ou um hambúrguer são maravilhosos, mas isso é óbvio, porque são alimentos de alto paladar muito condimentados. Já pensou em fazê-los de maneira mais saudável?

Aprenda o prazer em dizer não, mas, acima de tudo, curta muito cada minuto.

Por

Ciara, não te conheço muito, mas te considero pra caramba

Olá, meu nome é Taidje e eu sou viciada em pó descolorante nos cabelos (em coro: bom dia, Taidje). Do ombré hair ao loiro platinado, tenho uma pasta com referências que jamais usarei no celular – a do momento é a Lívia Facirolli – e as pessoas me marcam ou mandam prints para me mostrar mechas. Um tipo que não pode ter produto em casa porque fica com vontade de “dar só uma iluminadinha” na franja o/

Aí que por um desses motivos fui parar no Instagram da Ciara, cantora americana (que vendeu mais de 10 milhões de álbuns no mundo e eu nunca ouvi nenhum, malzae). Apesar de ela não valorizar os fios cacheados naturais, como eu adoro, me encantei com as soluções simples que arranja para tirar o cabelo do comum. Porque para mim é difícil fugir do solto ou do coque de todo dia. A Ciara transforma um penteado prático em elegante. Espia só:

_Looks acordei e saí do bad hair day:

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_Looks nem sei como fiz meio solto meio preso:

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_Look para disfarçar a raiz não feita:

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_Vale esse follow só por rabos de cavalo como esse:

#Lanvin

Uma foto publicada por Ciara (@ciara) em

Chill Pony.

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