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Rio de Janeiro, eu te amo – ou 10 descobertas em 10 dias de férias

A primeira vez que meu coração bateu fora da barriga da minha mãe foi em um hospital no Rio de Janeiro. Pouca gente sabe, não é uma coisa que vai no meu cartão de apresentação – Taidje Gut Teixeira, carioca – mas tenho, sim, muito amor pela cidade em que nasci. E só aumenta a cada ida. Minha família por parte de pai é toda de lá, habitat natural: Ipanema. São duas irmãs-princesas de 16 e cinco anos. Na idade delas, confesso, achava um tanto chato passar meses no Rio durante o recesso escolar, longe “de casa”. Cheguei a ficar uma viagem inteira trocando o dia pela noite para me conectar no tempo da internet a cabo pós meia-noite.

Aí que com 17 anos, formada no ensino fundamental e cheia de novas ideias fritando na cabeça, comecei a olhar para o Rio de um jeito diferente. As calçadas, a praia, as pessoas, o jeito de falar, o caminhar, as cores passaram a me interessar. Descobri que tinha muito do lugar em mim – se mais de 70% do meu corpo é água, o restante deve ser da areia e sol de Ipanema.

Agora tirei duas semanas de férias (perdoem a ausência) e dessa vez enxerguei o Rio como nunca antes: como uma possibilidade. Para viver? Construir? Trabalhar? Morar? Não tenho respostas, mas certamente como um lugar para amar. E divido com vocês 10 coisas sobre esses 10 dias:

#1 Xô, medo de avião!

Tenho pequenos ataques de pânico ao fazer qualquer atividade que possa acabar em desastre seguido de morte. Andar de avião vai para o topo da lista já que pular de para-quedas ou até em brinquedos do parque de diversão podem ser totalmente evitados (por mim, acreditem, podem). Minhas mãos suam, os batimentos aceleram, um horror. O pior: tudo vira motivo para pensar que a tragédia vai acontecer. Ver de novo Os Excêntricos Tenembaums no Netflix e descobrir que o Ben Stiller é viúvo por causa de um acidente aéreo? Um sinal. Ler uma entrevista sobre a fobia de voar? OBVVV que quer dizer. Ouvir um cara cantando em voz alta ♫Ela partiu e nunca mais voltou♪, do Tim Maia, em pleno embarque (história real SURREAL // 10.11.15)? Ok, é o fim. Entra um ~anjinho em cena: Gabriela Duarte no voo, jamais cairá. Ó quantas crianças, nada de ruim vem aí. E assim fico nesse looping.

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Só que chegar no Rio pelo Santos Dumont mudou tudo. De quebra, nessa tarde teve um tiroteio na Linha Vermelha, uma prova de que a vida, minhas amigas, é mesmo uma caixa de papelão com taças de cristal. Pois eis que eu me divido em antes (tipo: sentar no corredor sempre) e depois desse momento mágico (janela, janela, janela!). Querem ver por quê?

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Vi isso e chorei. Me senti parte. Vai entender 😛

#2 Vá pra perto do mar, leve mimos pra sereia ♥

Foi o Otto quem escreveu, mas eu assino embaixo. É dele também outra frase que eu tenho tatuada no peito: o mar pra quem sabe amar. Meia hora dessa vista = mente quieta, espinha ereta, coração tranquilo. Não sou a pessoa mais zen do mundo, mas tenho meus momentos de INHALE//EXHALE, principalmente quando algo ou alguém me tira do sério. Se 2014 foi o meu ano do autoconhecimento, 2015 foi o de trabalhar a espiritualidade. Mas, de verdade, para mim nada tem o efeito de pisar nesse calçadão. Se puder, chegue na cidade e vá respirar um pouco da praia.

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#3 Trilha sonora: Rodrigo Amarante

Como é que um lugar que foi berço desse homem não ia ser inspirador, gente? Essa é a voz que eu escuto em cada calçada do Rio, dobra de esquina, mate natural, biscoito Globo, fresquinho do ar condicionado das lojas batendo nas pernas, galerias de bairro, sucos na rua. Teve show de graça no Parque Lage, um dos meus top 10 lugares no Rio. Não pude ver de pertinho mas deixo essa lembrança linda linda aqui.

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Que o erro é onde a sorte está…

[foto da Lanna no Parque Lage]

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#4 Estar perto não é físico // Ismael Caneppele

Essa coisa de morar longe da família é de enlouquecer o cidadão. Fazia tempo que eu não ia para o Rio ficar com os meus (tiveram as semanas de moda, mas nem dá tempo, né), então quis aproveitar cada pedacinho desse núcleo pequenininho que tem tanto de mim como eu deles. De ser maquiada diariamente pela irmã pequena, maratona de Ru Paul com a adolescente, imersão no armário da madrasta até viagem com o pai a trabalho para Araruama (da série #indiadas): foram dias de amor pleno e da forma mais bonita. Menção honrosa para o sushi do Yosuki em família – delícia em forma de japonês, recomendo super!

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[minha cadeirinha, posto 9, banca da Denise, sempre aqui]

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#5 Sobre ser carioca

A Tati Bernardi falou sobre os cariocas focando em relacionamentos, mas algumas frases eu levo pra todo lugar: É só criar um pouco mais de intimidade e toda a magia faz sentido. O senso de humor do carioca é uma bênção […] Andar a pé é vida. […] Quando dá onze da noite e eu continuo digitando, meu namorado (que é carioca, óbvio: há dez anos eu só pesco e pago no Rio) inventa alguma letra de música com “sai desse computador, minha flor”. E eu saio. Dane-se. Cariocas nos ensinam o dane-se e isso é apenas a arte mais valiosa da vida.

Tudo isso para dizer que: foram dias libertadores usando Havaianas, shorts e biquini, com as unhas pretas pintadas pela metade dos dedos. Ela é carioca.

#6 A Barão da Torre e o xixi com Caetano

Duas coisas incríveis que precisam ficar registradas para a posteridade, filhos, netos, bisnetos, se a internet não quebrar: a rua Barão da Torre é o point da minha família carioca. Eis que no meio de Ipanema abro uma revista e vejo essa foto:

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A legenda dizia mais ou menos assim: Rubem Braga and amigos [Chico Buarque, Fernando Sabino, Vinicius de Morais, Sérgio Porto, Carlinhos de Oliveira e Paulo Mendes Campos] por Paulo Garcez n’O Pasquim. A cobertura do escritor ficava na rua Barão da Torre.

E eu ali. Dei um gritinho. Soube mais:

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Era também a rua de Tom Jobim – e a filha dele foi paquerinha de infância do meu pai.

Sobre o xixi do Caetano… Bem, é só um causo contado pelo meu pai de uma ida ao banheiro do Porcão. No mictório, ele olhou para o lado e deu de cara com quem?

#7 Sabadá = praia + fexxxta

As meninas do ~meu bonde~ aproveitaram o fim de semana para a primeira viagem do verão 2016. Resultado: um sábado de 10 horas seguidas curtindo a praia. E está enganado quem pensa que cansamos.

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Tenho dois amigos da vida morando no Rio que deram a boa da noite: PREPARA EGYTO, do coletivo e bloco de Carnaval Viemos do Egyto que aconteceu no Galpão da Ação da Cidadania. Quem procura diversão e dançar até o chão com mistura de funk, axé, eletrônica, pop, indie, vai curtir. Já que as nossas fotos da festa NÃO FICARAM ÓTIMAS, vejam só um teaser do que rolou nessa festa muy louca:

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#8 Leve a cidade para onde for

Adoro o jeito e a atitude das mulheres cariocas. É tudo tão despretensioso, simples, leve. Até o sotaque traz uma despreocupação. Ou, melhor, um saber levar. Pode ser tudo impressão de turista, mas quis pegar um pouco disso para mim. Não só esteticamente: além das roupas, dos cabelos, dos acessórios, uma maneira mais fluida de se relacionar. Deve ter a ver com o item #2 e com respirar perto da praia, mas, quem sabe aqui em Porto Alegre essa lógica não pode ser aplicada, né? Esse item é com três cariocas que, mesmo não conhecendo pessoalmente, sou super fã e sigo nas redes sociais:

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Já falei mil vezes sobre a Carla Lemos, mas ela não poderia ficar de fora de um post sobre o Rio de Janeiro. Além de o Modices ser um dos poucos blogs que eu ainda leio, com posts cada vez mais baseados em consumo consciente, o estilo dela é muito inspirador. E carioquíííssima! Foto: Zamith para I Hate Flash.

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A Carolina Delgado é antropóloga, comecei a seguir por causa do Cantando Coisas de Amor e fiquei encantada. Todo o post dela me bate de uma maneira que nem sei explicar. Impacto, de verdade, de coração. Quer começar por um muito foda? Clica aqui. Foto: Modices

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Adicionei a Carol Althaller pelos amigos em comum, ela é cool hunter e gostei muito do que falou (entrevistada pela Zero Hora) quando veio para dar um curso em Porto Alegre, em abril, apostando na força da espiritualidade em 2015:

“Acredito que as pessoas tenham cada vez menos religiões, mas que cada vez mais acreditem no bem-estar pessoal. Essa crença é em um nível mais energético, já que estamos na busca por uma conexão espiritual ainda maior através do misticismo, das nossas raízes, de acreditar em coisas mais fortes para sustentar o futuro. Já existe até aplicativo para meditação, sabe?” Para conquistar o seu well being, Carol mergulha no mar, medita ou alinha os pensamentos olhando para o Cristo Redentor, vista da morada da carioca, além de curtir a filha, Mia.

#9 Crie na areia 

Foi a primeira vez que o projeto Baioque 1+1+1 (eu, Fernanda Ferrão e Lanna Collares) deu as caras no mundo. E da melhor maneira possível: na praia de Ipanema. Não posso abrir muito ainda, mas vou contar os detalhes em breve aqui no GG. Mal saiu do papel e eu já amo demais. Um projeto feito por corações intranquilos para corações intranquilos.

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#10 Até daqui a pouquinho, volto logo

E foi bom. 10 dias de um carinho que quero tatuar em mim. Para não deixar de citar Matilde Campilho, poeta portuguesa que também é apaixonada pelo Rio e Ipanema e de quem sou fã, divagando sobre a saudade no Sangue Latino:

Mas com o tempo […] eu fui sossegando um pouquinho nessa coisa da saudade. Eu tento transformar. Há coisas que eu amo muito e gente que eu amo muito que está longe, seja porque há uma cena entre nós, seja porque a vida não permite. […] A saudade pode doer tanto que eu me cansei um pouquinho dela. Eu passei a fazer uso dessa tal da imaginação, do desejo, e transformá-la. 

Do livro Jóquei:

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[meu rosto não se transformava, mas a paisagem sim]

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O poema Tenho planos para uma confissão termina assim:

E, como disse o santo da fotografia, na verdade fui feliz.

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Sem dúvidas, sem dúvidas. 😉

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Contato

Nem na moda nem na vida existe certo e errado – é melhor cometer um erro fenomenal do que viver na mesmice universal. – Regina Guerreiro

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Sobre o GG:

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Criado em janeiro de 2010 por duas jornalistas, Ester Scotti e Taidje Gut, que sentiam a necessidade de falar sobre moda, comportamento e o universo feminino de um jeito próprio. A ideia é lançar conversar de um jeito descomplicado, em um cenário em que esses assuntos são colocados como inalcançáveis ou distantes.

Mostrar a cada mulher que é possível fazer a sua moda e buscar seus caminhos.

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Depois de uma pausa em 2014, o site volta agora tocado pela Taidje em parceria com a diretora de arte Lanna Collares e a jornalista Fernanda Ferrão. Atualmente, a Ester reside em Dubai.

 

Sobre a Taidje

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Me chamo Taidje Gut e, antes que alguém tenha dúvida, a pronúncia é “táidi”. A história do nome é curiosa: originalmente é de um ator russo com ascendência asiática – que em Hollywood ficou conhecido como Yull Brynner. Agora, o nome é meu! Um apelido, Tai, até facilita as coisas, mas não tem jeito: eu já tenho cara de Taidje. E é exatamente como o meu nome que eu sou: tudo menos normal, certinha, previsível. Eu explico pra confundir, eu confundo pra esclarecer, né, Tom Zé?

Completo 1/4 de século em 2012 esperando que o mundo não acabe. Nasci no Rio, diziam que eu era cariúcha, mas acho que não: sou gaúcha com um pedaço do coração na capital carioca, onde moram meu pai e a família paterna. Leonina com ascendente e lua em Virgem, mais velha de 4 irmãos, formada em Jornalismo pela PUCRS. Entrei na faculdade porque gosto de ler, escrever, investigar, pesquisar, distribuir informação, compartilhar experiências e conhecimento – mas achava que a profissão pedia um pouco menos de timidez. Para resolver isso fiz aulas de teatro por 2 anos. Não funcionou. Sou mesmo quieta e low profile em um primeiro momento e acabei descobrindo que não quero voltar aos palcos tão cedo, rs.

Não abro mão de ir ao cinema e ao teatro. Amo revistas e livros. Não consigo desligar do celular e da internet. Só gosto de doces de chocolate. Não sei viver sem música nos fones de ouvido. Queria dormir 10h por dia. Adoro praia e mar. E não troco esse espacinho que é o GG por nada!

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Coisas que eu descobri com resoluções de Ano-Novo (que deram certo ou não)

[Escrevi ouvindo: Calle 13 – La Vuelta al Mundo // Dica de @ferraofernanda]

Lááá em dezembro de 2013, fiz um post com resoluções de ano-novo.

(só um ( ): na minha cabeça isso tinha sido tipo ontem)

E não que as coisas para mim estejam iguais, foram várias transformações nesse tempo. Naquela época, eu começava a colocar na cabeça e no coração a ideia de mudanças. Sabem aqueles capítulos de série que são tipo uma preparação para um grande e definitivo acontecimento? Hahahah TURNING POINT! Tenho certeza que vocês já estiveram em situação parecida.

Hoje vou resgatar aqueles desejos e já adianto: alguns não faziam o menor sentido. Aquelas verdades absolutas que a gente descobre que —- AFFF. Vocês já quiseram muito alguma coisa e depois viram que foi melhor nem ter? Pois acontece. E nada melhor que as sabedorias de Carrie Bradshaw e todo seu crew de Sex and the City para ilustrar isso.

#1 Nem tudo acontece quando ou como a gente gostaria. E isso é bom!

Samantha e Charlotte de Sex and the City

A gente sempre pensa que aquela voz martelando na cabeça é “um sinal”. Mas pode não ser. Naquele post, falei da vontade de deixar a preguiça de lado para escrever e ler mais – sobre universo feminino, trabalho, comportamento, sentimentos… Isso não aconteceu como eu esperava, E foi tããão melhor! Em vez de me dedicar ao blog, fiz uma série de textos em um caderninho, só pra mim, com título “27”. O bom e velho diário ♥

#2 Mudar de visual vai muito além do visual.

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Foram 20 quilos a mais em oito anos. E o *PLIM* aconteceu depois de uma cerimônia do cinema no ano passado – era Oscar ou Globo de Ouro, não sei, só lembro que eu e minhas duas amigas maravilhosas Lanna e Ferrão comemos negrinho + sorvete de chocolate até passar mal. Aí decidimos que ERA O FIM. Fui na nutri, cortei algumas coisas (a dieta tinha mais coisas, mas os PROIBIDÕES eram cinco: fritura, cerveja, doces, massas, refris), comecei a correr quase diariamente na rua. Meses vendo a balança cair e meu tamanho de roupas diminuir. Nem sei desde quando eu não usava uma calça 38!

Posso contar mais sobre isso em outro post, mas a história de que a mudança está na cabeça é MUITO REAL, gente. Depois disso, o cabelo ficou mais bonito (consegui deixar crescer!) e a vida também. Minhas amigas disseram que eu virei o Benjamin Button hahaha.

O melhor de tudo foi que, depois disso, conheci os meus limites e consegui cuidar de verdade dos meus hábitos. Significa: não deixar de comer Mc Donald’s, pizza ou bolo de chocolate. Voltar a tomar cerveja. Mas saber até que ponto eu quero ir.

#3 Minimal, maximal, medium: leve a vida que cabe em você.

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Viver com menos pode ser bom. De 2013 para cá, desapeguei de muitas coisas, não tenho milhões roupas e nem excessos em casa: tudo “encaixa”. Mas aprendi que viver com mais também pode ser bom, depende de cada um. Pregar um estilo de vida sem conhecer o contexto das pessoas? Nananana. E não é incentivar acumuladores de plantão, hahaha. Substituiria o “pratique o desapego” por algo como “pratique ________”. Pode parecer papo de hippie, mas eu garanto que deixa a alma mais leve. 😉

#4 Experimente outros ângulos. E escolha quantos quiser!

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Quando pedi para 2014 ser o ano do autoconhecimento, nem sabia como faria isso. Mas não posso negar que foi. Talvez por uma dose de necessidade, já que era eu + eu, haha, acabei descobrindo um universo de coisas que me fazem bem. Quem namorou por muito tempo – no meu caso 10 anos! – acaba com gostos, programas, jeitos, manias “de casal”. Depois da separação, sozinha, eu queria experimentar mais. Fiz terapia por mais de um ano. Me abri para outras religiões. Mergulhei na astrologia. Ando vendo coisas de vários ângulos para descobrir o que me deixa mais feliz. Terapias, religiões, experiências: tudo constrói!

#5 O não saber é bom, mas ter algumas pistas… É uma delícia!

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OBS: amo AMO essa cena do fim da Carrie com o Petrovisky, ela sabe saber (e não saber também). 

Se no passado eu queria aproveitar o “não saber” das coisas, agora eu quero saber um pouquinho. E saborear o saber. Tenho trabalhado para transformar a minha ansiedade em concretizar no prazer de fazer planos, nada para muito além ou muito grande, coisas pequenas mesmo. E curtir mais os momentos do jeitinho que eles são – tirar proveito de um almoço em família, um lugar novo, um curso inusitado, um sábado navegando no Netflix ou uma simples noite de papo sobre amores & trabalhos com as amigas.

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