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Seis filmes para ver (e se surpreender!) no Netflix quando você não espera nada

Pesquisas apontam que 9 em cada 10 pessoas ficam horas navegando no Netflix até escolherem o que querem assistir. Talvez elas acabem não decidindo. Desistindo. Selecionando um filme que já viram mil vezes. Aquelas comédias românticas que a gente adora tipo Como Perder um Homem em 10 Dias. Ou um que acabou de passar na TV. Pode ser 11, 12, 13, 20 Homens e Um Segredo.

Não sei se existem os estudos de verdade, mas isso acontece comigo TODA VEZ QUE EU ABRO O NETFLIX. O papo é “ahh dez da noite vamos ver um filminho” e corta, cena 2, uma da manhã e eu rolando aquela lista. Gente, que loucura é essa? Para sempre acabar no limbo do Netflix, vendo coisas repetidas (e pulando o tempo, sou a rainha de fazer isso). Assim:

O fato é que de vez em quando acabo me jogando em algum título que não conheço. E, sim, isso nem sempre é bom. Mas quando a magia acontece, ah é maravilhoso, vai. Não esperar nada por um filme, clicar muito aleatoriamente e ter esse MATCH? Detalhe: não são filmes que alguém indicou, ou que eu li a crítica, não, não, mas aqueles que aperto o play pelo ator, pela sinopse de três linhas, ou porque deu vontade.

#1 Chef

Esse foi o primeiro da série “random que deu caldo”. Cliquei porque adorei essa imagem:

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E porque simpatizo com o Jon Favreau (mesmo que na época não lembrasse de outros filmes do ator). Sem entregar muito, acontece que ele é um chef descolado, mas acaba sendo demitido. Tem toda uma função com internet – como as redes sociais (e ALÔ TWITTER que eu amo) podem ajudar ou detonar uma carreira?

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E, minha coisa favorita dos tempos nos filmes: a MARAVILHOSA VOLTA POR CIMA. ♥ De formas nada tradicionais, mas valendo muito. Tem Scarlett Johansson, tem Robert Downey Jr., tem Dustin Hoffman e um monte de gente. Bom para assistir com a família, uma coisa leve, meio Pequena Miss Sunshine. Ah, e importantíssimo: com comida por perto. Porque tem cenas assim:

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#2 Conquistas perigosas

Não vou agradar todo mundo com essa indicação, masss esse filme me pegou. E não é só porque tem o Shia (suspiro) LaBeouf, ok?

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A história de Charlie Countryman começa quando ele decide abandonar a rotina e viajar pelo leste Europeu. Em Budapeste, se apaixona por uma menina que tem envolvimento com uma gangue. Cheio de momentinhos assim:

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As imagens parecem até de um clipe, e a trilha sonora com The XX, Moby e mais só valorizam isso. Ainda tem crimes, drogas, tretas e o Mads Mikkelsen que me dá medo.

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Minha irmã e meu namorado acharam louco demais, mas recomendo para quem gosta de filmes sem uma narrativa linear, que são realmente uma viagem, meio sonho, para ver num sábado de noite e ficar pirando depois. 😉

#3 Ashtma

Esse foi o que me deu a ideia para esse post. Por que dei play? Porque era com a Jessica Jones (aka Krysten Ritter) e um cara gato. Aqui preciso confessar uma coisa: eu sou fã de filmes sobre desajustados, pessoas que não dão certo na vida, carregam frustrações, e quando tem casal no meio, melhor ainda. Sabe Girls? Sabe Frances Ha? Então, é por aí. Sintam pela “capa”:

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Para quem não abre mão do resuminho: Gus é um desses “sem rumo”, viciado, e o destino faz com que ele leve a tatuadora Ruby para o interior. Acabam em uma comunidade neo-hippie. E ele descobrindo um amor, mas também sufocado pela asma e pela vida, sempre sufocado, tentando escapar dele mesmo. É sobre a nossa, a nova geração (daquele jeitinho cool sem esforço por serem artistas indies de Nova York).

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Detalhe importante: tem uma cena que começa com uma voz cantando tempo a gente tem, quanto a gente dá, e aquele violão, no flow, delicinha, e SIM, é o Amarante com o Little Joy e Evaporar. Aí vem o Devendra, Tame Impala, The Kills, The Strokes, e a gente já entrega os pontos, né? Porque somos assim fáceis. Botem reparo na trilha pelo YouTube ou pelo Spotify. Eeee tem duas instrumentais do Martial Solal, que criou para Jean-Luc Godard em Acossado, também conhecido como O FILME DA MINHA VIDA. Não acredito em coincidências, pero que las hay… 

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Bacana de ver entre amigos, ou de casal, mas pensando nesse momento de juventude.

#4 Se enlouquecer, não se apaixone

É o seguinte: quando eu fazia o Go, Writers, melhor curso de escrita criativa de todos os tempos, a Cris Lisbôa, dona da bagaça, recomendou. E alertou: esse título não tem muito a ver, mas assistam. Uns três anos passaram, estava eu mergulhada nos “independent movies” do Netflix e leio: It’s Kind of a Funny Story. Só fiz o link depois mas, caras, é maravilhoso! Tive uma crise de choro com meu amigo nessa cena, porque é uma sensação de EU QUERO, EU POSSO, EU VOU CONSEGUIR o tempo inteiro, uma redenção, uma entrega.

Mesmo com o protagonista tão novinho, rolou uma identificação: ele, estressado com a adolescência e assustado por ter ideias suicidas, decide se internar em uma clínica psiquiátrica. E o resto, bá, o resto é o resto.

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#5 Um Santo Vizinho

Eu não dava nada por esse filme. Primeiro porque olha, eu adoro o Bill Murray, mas tinha acabado de ver um com tema natalino dele e achado chato, chato. Segundo, preciso admitir, não consigo achar graça da Melissa McCarthy desde os tempos da Sookie de Gilmore Girls (ficava só torcendo pra parte dela ser rápida). E terceiro porque o papo de divórcio, adolescente traumatizado, vizinho veterano de guerra, amizade inesperada, argh, nada me despertava vontade. Mas me rendi. E É A COISA MAIS AMADAAAA. Juro para vocês, quem gosta daquelas histórias de chorar de alegria e de renovar a esperança na humanidade, pode apostar.

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A relação deles é maravilhosa porque ele é ranzinza num nível muuuuito além, o que deixa tudo mais interessante e, apesar de previsível, é também muito sensível. Sabe Um Grande Garoto, com o Hugh Grant? É essa a vibe ♥

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Fora que tem esse gatíneo lindíneo:

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#6 Ferrugem e Osso

Assisti ontem. Acho a Marion Cotillard maravilhosa e tenho uma queda por filmes franceses – fiz meu trabalho de conclusão da faculdade sobre a nouvelle vagueÉ um filme pesado, então a companhia e a data precisam ser escolhidos com carinho. E nem digo isso pelas surpresas que acontecem (confia e vai sem ler nada, como eu fiz!), mas porque todos os sentimentos e a intensidade da história vão aparecendo no corpo dos protagonistas.

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Resumindo bem superficialmente, é sobre um casal que se conhece e um fato muda a relação deles para sempre. E mais não conto.

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Não me fez chorar, parece que a dor acontece de um jeito tão natural que pouco afeta os personagens, criando um distanciamento, uma falta de emoção, uma “crueza”. Mas não pensem que por não rolar essa imersão, não é tão impactante. Porque é isso que bate. E isso sem falar que:

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Né?

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31 looks e vários jeitos de usar skinny scarf

Não tem jeito: quando uma amiga começa a falar sobre uma tendência, a outra sem saber aparece usando e a terceira fica louca, isso vai passando como uma febre, escuta só porque que vai bombar. Nem que seja entre a gente, vai. Já ouviram falar da regra de três? Não a da matemática, mas a da moda: quando três celebridades aparecem usando uma peça, é melhor ficar de olho. Já eu gosto de aplicar nas musas da vida real, aquele bom e velho grupo das minas do Whats. E foi a skinny scarf (cachecol // lenço // paninho) que fez a cabeça delas nos últimos dias.

Mas eis que alguém levanta a mão e diz: eiei comprei, mas não sei muito como usar. Pois bem, esse post é para todas as amigas, e amigas de amigas, e essa corrente linda que a gente cria todos os dias.

Começando do começo, não da origem dos paninhos, mas de quando o assunto entrou em pauta. Em março de 2015, foi a Chloé que lançou esse look na passarela de inverno:

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Tem casaco? Tem. Vestido? Tambêm. Camisa? Ô. E repetiu a dose neste ano:

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Mas a gente vive a rua, né, Brasil? Pegar ônibus, caminhar o dia inteiro, sair de casa de manhã, voltar só de noite, frequentar xxxx ambientes diferentes, estar em momentos que vão desde a reunião importante até a fila do buffet.

O skinny scarf dá um toque sofisticado à la Chloé, é verdade, mas pode ser colocado em looks que acompanhem a gente nisso tudo. Não é maravilhoso poder fazer o que se quer com o que a moda chama de “tendência”? E o melhor: o nosso skinny scarf pode ser qualquer tecido da costureira, um lenço longo e fino, na cor que nos faz bem.

Separei em quatro categorias especialíssimas, vem ver:

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Foco no decote

Camisas, vestidos, casacos, o que vale aqui é um decote generoso e um tecido mais fluido. Aí é só enrolar no pescoço, dar um nó justinho, bem rente, e deixar as pontas soltas e juntinhas, criando uma linha alongada e valorizando esse “V”.

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E para quem se pergunta: mas pode usar essa amarração sem decote? Pode sim, pode tudo, e fica um amor:

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Extra, extra – ou o look nº32, que é de casa, da Lanna, e é de hoje:

32 jeitos de usar skinny scarf na vida real (os outros 31 tão lá no blog — link na bio) 🎀🎀🎀

Uma foto publicada por Glamour de Garagem (@glamourdegaragem) em

Dia a dia chique

Aqui não tem erro: enrolar a scarf como fazemos com mantas e cachecóis, dando uma volta no pescoço, e deixar as pontas soltas, uma de cada lado. Por cima de camisas, camisetas, blusinhas, percorrendo as barras dos casacos, fica a gosto do cliente. 😉

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O nó de francesa

É enroladinho no pescoço, mas com um nó nas pontas soltas, para baixo no peito, fazendo com que o lenço vire uma gravatinha descolada. Sabe aquele jeitinho de rock’n’roll all night, Kate Moss na balada, intencionalmente despretensioso? Então.

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Turtleneck 2.0

É tipo a gola alta, só que não. É tipo uma choker, só que não também. O cachecol fininho dá o efeito do pescoço coberto, mas deixe pele à mostra: é só esconder as pontas na nuca.  E aí vale tudo. Gosto especialmente dos looks que deixam os ombros de fora, criando essa ~ilusão.

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Aqui é Brasil, tropical-latino-americano

Ontem estava eu acompanhando Messi perder o pênalti e em um ato de micro tédio fui dar uma rolada nos feeds das redes sociais. Me senti um pouco entristecida pelo fato de estar POR FORA do tão recorrente assunto dos domingos. Nos compartilhamentos, imagens escuras pessoas um tanto quanto embranquecidas clima dark dragões e uma imensa vontade minha de perguntar: SOBRE O QUE VOCÊS ESTÃO FALANDO?

Nada contra Game of Thrones (tenho até alguns amigos que são). Mas me subiu uma vontade súbita de fazer uma listinha sobre o território que me diz respeito: EL BRASIIIIILLLL. Que coisa linda tudo que fala a língua portuguesa (filme, livro, música) essa tropicalidade esse verão esse gosto de jenipapo meu sinhô.

E pra quem gritou pelas redes: “o que farei até o ano que vem?”, “o que vou fazer da minha vida?”, “acho que vou vou morrer esperando a nova temporada”. Eis o elixir: quem sabe desfrutar de uma produção audiovisual brasileira? Velha, nova, o que for.

O samba agora é sem medida, vem comigo nesse mundo das séries brasileiras:

Capitu

Fica um pouco feio começar pela série do livro preferido da minha vida (ou é Budapeste, não sei). Mas Capitu bateu em mim como a primeira vez que vi o mar (não lembro quando foi, mas deve ter batido assim). Dai-me uma comparação poética para Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer do que foi e me fez. Foi aí que me apaixonei pelo Melamed e pelo Luiz Fernando Carvalho (tem um post sobre ele aqui no Glamour). A produção, a direção de arte do Raiumundo Rodriguez, a trilha sonora (ai essa canção do Beirut), o cenário (foi gravada todinha dentro de um mesmo salão no centro do Rio de Janeiro). Vale cada lágrima. Tem completa no Youtube:

Alice

De 2008, PORÉM, essa trilha sonora me quebra até em 2016. Foi aqui que conheci o Instituto e o 3naMassa. Muito incrível ver São Paulo desconstruída e a Andréia Horta tá simplesmente maravilhosa, prefiro não falar sobre o Du Moscovis.

Tem completa no YouTube:

Filhos do Carnaval

É de 2006, fala sobre esse mundo dos bicheiros, sobre o Carnaval carioca, tem morte, tem amor e tem SAMBA NO PÉ. Passava na HBO e tinha só gente boa.

Tem completa no YouTube:

Da Amor

É uma dessas séries que fala sobre o amor nos tempos digitais (e com uma trilha do Marcelo Camelo fica difícil não se apaixonar). É bom porque dá na nossa cara todo esse momento líquido que temos vivido, a Lulu (Maria Flor maravilhosa que saiu pelas ruas pela democracia tempos atrás) é uma artista plástica que mora no Rio de Janeiro e fala sobre essas relações amigos/trabalho/largar tudo para viver um amor em Berlim. Essas coisas todas. É fofita!

Tem completa no site do Multishow.

Afinal o que Querem as Mulheres?

Taí uma receitinha que deu certa: Melamed + Luiz Fernando Carvalho. É meio que aquela certeza de que um filme do Wes Anderson vai ser esteticamente lindo. Talvez o Luiz Fernando Carvalho seja o nosso Wes Anderson. OU MELHOR. Wes Anderson é o Luiz Fernando Carvalho deles. O André (Melamed) é um estudante de psicologia que começa a estudar o que AS MULHERES QUEREM. Incrível.

Tem completa no Youtube:

Latitudes

Pega essa frase: “esse é um daqueles momentos que você não sabe se o cara é intenso porque é charmoso ou se é intenso porque é maluco”. Tudo que vem da família Braga vem bem (vide a maravilhosa Sônia na premiação de Cannes).

Desculpem a janela política. Nessa série (primeiro projeto TRANSMÍDIA do nosso Brasilzão) a Alice Braga vive uma editora de moda que se apaixona por um cara (Daniel de Oliveira), eles se encontram em diferentes lugares do mundo em uma pegação louca e sentimental. Meio nos extremos dos sentimentos. Uma coisa meio enlouquecedora. Mega produção que vale a pena pelo todo.

Tem completa no canal deles:

Amores Roubados

Preferi me abster de imagens, trailers e deixar só o link da CANÇÃO TEMA desta maravilhosa série CALIENTE. Se passar pela sua cabeça ver uma série que contenha as tags AMOR BANDIDO + Cauã Reymond + sertão + pegação = aqui é o seu lugar. É o que eu acho de AMOR BRASIL SUADO.

O Canto da Sereia

Nunca foi segredo o meu total e indescritível amor à Bahia. Se pudesse largaria tudo e me entregaria aquele lugar maravilhoso. Talvez por isso que O Canto da Sereia tenha batido forte em mim, remete à cultura Baiana, fala sobre Orixás, tem amor bandido, tem até uma música tema do MORENO VELOSO (veja só, nosso muso). Não achei completa no YouTube, mas tem o box para comprar e vos digo: vale cada centavo, ôxi.

Mandrake

Marcos Palmeira: um homem que além de tudo PLANTA ORGÂNICOS. Vi essa série em 2005 (eikivelhice), mas existe a possibilidade de achar alguns episódios inteiros no Youtube. Vale a pena por tudo e por ver o Miele. A série é a adaptação de três livros do Rubem Fonseca e tem toda uma malemolência Rio de Janeiro, crimes, amor-brasil-suado. Vale!

Se ver, se gostar, se interessar as trilhas sonoras (também trabalhamos com essa espécie de link) prende o grito! :)

Séries enviadas pelo povo (voz de Deus):

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Lili, a EX

O Negócio

Oscar Freire 279

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Música brasileira para alinhar a vibe: tombamento

A imagem não bate com o som? AINDA BEM. Achei que o GG não poderia deixar de ter um espaço dedicado a indicar estes três musos da nova música brasileira:

Jaloo, Liniker e Johnny Hooker.

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Estilos bem particulares e o que têm em comum é justamente essa “imagem que faz questionar”. Se depois de olhar, ouvir, seguir com alguma estranheza, recomendamos uma booooa reflexão. Se não, ai sim tá tudo certo e só dar o play. No último final de semana, rolou o Vento Festival em Ilhabela (SP). O festival teve um lineup de chorar de tão bom e celebrou a nova música popular brasileira que, graças a Dios, tem levantado questionamentos e bandeiras sobre sexualidade, gênero, racismo e todo preconceito.

O que vão dizer de nós?

Uma foto publicada por Johnny Hooker (@hookerjohnny) em

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Jaloo tem um ímã. Para mim, ele tem um canto de sereia, uma coisa que hipnotiza.

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Jaime Melo tem 28 anos, veio do Pará, faz as vezes de modelo, é tímido e contou em entrevista ao HuffPost Brasil que acabou aprendendo a cantar para acompanhar as batidas que já fazia. Nos dois show que fui, encontrei um Jaloo calmo, com looks e apresentações marcantes e acompanhado por duas bailarinas. Os clipes do artista e os remixes que circulam por aí (como do BossInDrama) merecem o seu tempo. Uma amiga diz que “o som dele não é fácil de consumir”. E talvez não seja mesmo, mas eu prefiro classificar como “música para dançar e sentir de olhos fechados”.
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Buena onda e lacração! Para mim, isso resume o fenômeno Liniker.

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No dia 15 de outubro de 2015, o canal Liniker fazia o upload do EP Cru. Três músicas em três vídeos gravados em casa, em uma sala de estar, para passar exatamente a vibe dos músicos, contou Liniker, que comanda sua trupe de companheiros Os Caramelows com turbante, saia longa, argolas, colares, brincos, delineador, batom e bigode. Sim, bigode e uma voz grave que canta: “deixa eu bagunçar você” com uma potência incrível! Hoje, o vídeo tem mais de 3 milhões de views e o cantor contou em mais de uma entrevista que foi surpreendido pela aceitação e sucesso. O show? Você não para um minuto mesmo que não conheça todo o repertório, Zero é cantada a plenos pulmões por todos e ainda tem o momento ‘culto’ quando Liniker e as cantoras que o acompanham fazem um verdadeiro louvor ao lacre, ao poder, ao glitter. Dá uma esperança saber que Liniker faz tanto sucesso e, por onde vai, diz que é “bicha e preta”. O cantor lançou um projeto no Catarse para financiar o disco Remonta e você pode ajudar aqui.
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“Esse é pra sangrar!”, me disse a Taidje quando perguntei qual o clima do show do pernambucano Johnny Hooker.

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E é a melhor definição. Nem sei se podemos chamar apenas de cantor um cara de 28 anos que é também compositor, roteirista, ator e faz performances inesquecíveis. Johnny tem um timbre rasgado, com sotaque, que marca e canta coisas como “eu vou chamar Iansã, Ogum e Oxalá, vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito!” ou, ainda, “volta, que eu perdoo teus caminhos, teus vícios, que eu volto até o início, te carregando mais uma vez de volta do bar” e mais “fiz da noite a minha morada, mil homens amei, bebi a madrugada, até você retornar com os olhos cheios de mágoas e o seu clamor”. O clipes também são sempre uma obra à parte e contam histórias de amores latinos, sofridos, barrocos, dramáticos. Que tal começar a assistir os seis minutos de “Amor Marginal”?
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Além de produzirem arte de qualidade com sons, batidas, shows, vídeos, poesias, eles e outros como As Bahias e a Cozinha Mineira, Filipe Catto, Rico Dalassam estão:

redefinindo padrões, quebrando com os que existem, rompendo barreiras do preconceito, fazendo todo mundo se questionar e evoluir através da arte. Leia aqui um texto sobre a Geração Tombamento.

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Para finalizar, o recado de Jaloo sobre o que realmente importa nesta vida: