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A limonada de Beyoncé. — Winnie Bueno

Por Winnie de Campos Bueno, 27 anos, Bacharel em Direito, feminista negra latino americana.

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Aviso extremamente importante: essa escrita é de amor. É de alguém que é fã.  Que tem dificuldades de criticar seu ídolo e que é um pouquinho cega de amor. Se você clicou nesse link esperando uma análise crítica, imparcial ou política de Lemonade, procure outro texto. Esse é apaixonado.

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Beyoncé tem uma trajetória musical muito bem planejada. Desde Destiny´s Child ela vem fazendo história no cenário pop norte-americano. É respeitada, admirada, tem uma legião fervorosa de fãs e até uma igreja organizada para celebrar sua existência. Cada novo disco é lançado de maneira inovadora, e com Lemonade não poderia ser diferente.

O que diferencia esse trabalho dos outros, como todas as revistas e sites especializados já pontuaram, é a negritude pulsante, a forma com que ela aproxima sua própria trajetória daqueles que irão consumir sua música e uma intimidade com a beyhive que faz com que seus fãs se sintam trocando uma ideia com ela.

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No novo disco, a rainha traz letras que abordam amor, identidade, sensualidade, incertezas, ciúmes. Lemonade é quase um diário. Um diário aberto onde a cantora compartilha os passos de sua trajetória até o seu ápice musical.

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A experiência de Lemonade não se restringe às 12 faixas extremamente bem produzidas, com letras que nos levam a todo o tipo de especulação possível. Ela foi além, e lançou em conjunto um filme. Um filme onde a representatividade negra e sua disposição em continuar afirmando sua negritude não pode ser questionada. Lemonade é um presente para todos os fãs de Beyoncé, mas é um presente ainda maior para as fãs como eu, mulheres negras.

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A gente escutou durante muuuito tempo que Beyoncé era uma farsa, que sua arte não era representativa das lutas antirracistas e que ela se mantia numa posição confortável na mídia norte-americana,  uma posição que não incomodava a branquitude e a hegemonia branca hollywoodiana. Pois bem,  Lemonade é lançado com um filme onde TODO O CAST é negro, massivamente negro e feminino. No trabalho anterior, Beyoncé, a musa já tinha demonstrado a sua disposição em tratar de feminismo negro, vocalizando as palavras de Chimamanda Ngozi Adiche em um trecho da canção Flawless. Agora, provoca ainda mais, e insere Malcom X também tratar da invisibilidade e das violências sofridas pelas mulheres negras.

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Lemonade é a continuidade de uma afrontosa crítica ao racismo norte-americano, que Beyoncé já vinha atacando ofensivamente, prova disso é a sua performance no Super Bowl e o clipe Formation.

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A cantora faz o que muitas de nós, mulheres negras, gostaríamos de fazer: colocar mulheres negras em primeira pessoa. O visual de Lemonade é todo marcado por referências femininas, por mulheres negras com uma história e uma trajetória marcada pela resistência, não é sem razão que a tenista Serena Williams e a modelo Winnie Harlow participam do filme. Serena enfrenta o racismo e o sexismo no esporte, Winnie é uma modelo negra canadense que quebra paradigmas ao estar no mundo da moda com uma beleza estonteante que foge de todos os padrões.

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Beyoncé vai de uma ponta a outra, e o trabalho desenvolvido em Lemonade faz com que nós, mulheres negras, possamos nos ver na mídia de uma forma que, ouso dizer, ainda não tínhamos sendo vistas. E nem visto a nós mesmas.

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A própria maneira com que o vídeo é dividido demonstra isso. Todas nós intuímos sobre as consequências da sociedade racista e sexista e sobre a necessidade de superá-la. Todas nós passamos por um processo de negação a respeito da nossa negritude, queremos ser sujeitas, queremos ser pessoas, não queremos ser “a negra do espaço”, queremos apenas ser consideradas enquanto cidadãs. O tempo, as experiências, a maturidade, o processo de consciência racial faz com que consigamos reformar nossas almas e mentes, construindo lentamente e em conjunto estratégias de resiliência e resistência.

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Esse processo, muitas vezes, faz com que nos questionemos sobre os nossos erros, com que tenhamos raiva dos sentimentos pejorativos que depositamos sobre nós mesmas graças ao racismo, e aí é preciso perdoar, perdoar a si.

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Quando conseguimos nos perdoar, conseguimos ter esperança na construção de uma sociedade em que não sejamos limitadas pela nossa condição racial e de gênero, temos esperança em um futuro onde as próximas gerações de mulheres negras possam construir suas trajetórias sem tantas dores e sem tantas violências. Essa esperança nos leva a redenção, a uma redenção coletiva.

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E essa é parte mais tocante de Lemonade, quando as mães de Oscar Grant, Trayvon Martin, Michael Brown, e Eric Garner jovens negros assassinados pela polícia racista norte-americana. Beyoncé, nesse ato, rasga a hipocrisia da mídia norte-americana e visibiliza a injustiça e o silêncio sobre a brutalidade do genocídio da população negra.

E aqui, nós mulheres negras brasileiras, não temos como não nos sentir conectadas com Beyoncé. A limonada de Beyoncé, para nós, é servida doce e seu gosto é de um prazer difícil de descrever em palavras.

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Certamente, que para parte significativa da hegemonia branca racista, ela é amarga, ácida e difícil de engolir.

Pois engulam, estamos em Formação.

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*Todos os gifs usados nesse post são do blog Modices.
**É possível assistir o álbum visual Lemonade completo no Tidal.

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Over the knee, cano curto, franjas: as botas que vão fazer o nosso outono | inverno

A gente acredita muito em uma verdade: ninguém precisa gastar um caminhão de dinheiro para vestir o que está a fim de vestir. Até porque ter dinheiro não representa muita coisa se não tiver estilo ou não sustentar a peça. Sabe quando alguém usa uma coisa da moda, mas o look causa um estranhamento, e nem ela se sente bem? Então. As pessoas mais elegantes (e aqui incluímos mulheres e homens que vivem belissimamente confortáveis vestindo as suas peles) que a gente conhece sempre foram pé no chão, transitando entre o glamour e a garagem com maestria.

E não julgamos quem gasta boa parte do salário em uma peça que sonha. Mas os nossos sonhos também não precisam nos oprimir e é por isso que a gente prega que dá para investir, sim, em peças que serão um xodózinho no seu guarda-roupa, mas acessíveis a todos os reles mortais.

Por iiiiiiiiiisso nos juntamos aos queridos do Armazém das Fábricas para uma seleção muito especial das botas mais queridas. Até semana passada o termômetro marcava mais de 35 graus, mas parece que o outono finalmente deu as caras. E a nossa luz no fim do túnel é imaginar esse mundo em que a gente aparece sequinhas e elegantes nas nossas botas lindas.

O melhor da história toda é que o Armazém das Fábricas antende por WhatsApp no número (51) 9883-2503. 

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Se você, assim como a gente, enrola semanas para fazer qualquer ligação pela simples fobia de FALAR ao telefone (desculpa aí, familiares), pode ficar bem tranquilinha no conforto dos balõezinhos verdes desse aplicativo maravilhoso. É só entrar em contato que eles respondem tudinho. Para quem quiser conhecer a loja, anota o novo endereço:

Av. Nilo Peçanha, 2146, no bairro Boa Vista.

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Então vem, friozin! Queremos você!

Over the Knee

Porque a gente merece uma coisa que alooooooongue, que nos faça sentir como quem tem uns dois metros de perna. Over the Knee preta é demais, mas cinza e caramelo também são increiiiiibleeeeeeeeees. Acreditamos MUITO no potencial dessas duas cores pra 2016 :)

Semana de frio e chuva com as preferidas do @poaarmazemdasfabricas 👢👢 Difícil é escolher a cooor 🙃☔️⛈

Um vídeo publicado por Glamour de Garagem (@glamourdegaragem) em

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Dia de ir no @poaarmazemdasfabricas é dia de #overtheknee, de dancinha e de sapatos glowwwww ✨👠👢❤️

Um vídeo publicado por Glamour de Garagem (@glamourdegaragem) em

Brilhos brilhantes

Ah eu vou só sair de casa aqui com esse look bem casual, mendigona, sem maquiagem, MAS OPA OLHE SÓ PARA OS MEUS PÉS ELES ESTÃO BRILHANDO. Essa é mais ou menos a sensação que a gente tem quando vê essa botinha brilhante. Ela é tipo uma Coristina dos dias cinzas.

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De malha e com enfeites

Parafraseando Bela Gil: você pode trocar essa foto da Bruna Marquezine por uma sua, por exemplo. Com esta belíssima botinha com malha dourada. É muito orooooo, Inshalá!

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Over the Knee com franja

Muito fino um vídeo em que a pessoa aparece mascando um chicletão. Masssss, essa Over the Knee com franja é empoderadora. E sentimos que seja uma peça para: investir caso queira fazer uma diferença no guarda-roupa. Não é o tipo de calçado que dá para ir todos os dias para o trabalho, mas é aquela peça que faz uma diferença em um dia que você quer dar um up geral.

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Botinha de usar todos os dias em todos os momentos

Aquele tipo de botinha que dá para: ir para o trabalho, emendar um evento, ir comer um Xis, depois tomar uma cerveja em um boteco, depois embarrar toda a bota num show, depois fazer o super, depois ir para uma festa, faz um soninho emenda no trabalho de novo e assim ad infinitum. Quanto mais podrinha mais cheia de chaume, com toda uma história envolvida já. É o hi-lo da vida real.

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Botinha de usar todos os dias em todos os momentos PORÉM com um leve glow

Usar salto pode não ser um costume do dia a dia de todo mundo, mas a gente garante: funciona um tanto para aquelas situações em que você precisa de um toquinho de confiança. Exemplo real: reunião de trabalho com pessoas ~~poderosas. Esrar com os calcanhares nas alturas, mesmo que seja alguns centímetros, equivale ao batom vermelho, ao cabelo incrível, ao look da segurança (antigamente conhecido como pretinho básico) de cada uma. E quando o assunto são as botas, esse up vem acompanhado de um perfume moderninho e rock’n’roll, pero sin perder la ternura jamás.

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Comer bem é encontrar o equilíbrio

Essa demora para falar do assunto era por não saber como e nem por onde começar. Já me pediram aqui para contar sobre o meu processo de reeducação alimentar, e no Instagram do GG alguém comentou que eu tinha mudado muito desde o início do blog. ENTÃO SENTA QUE LÁ VEM TEXTÃO.

Preciso partir do início real, rs: eu era um bebê fofinho, com pernoquitas cheias de dobrinhas, virei uma criança muito magrinha (“era só dente”, diz minha mãe), engordei na adolescência e estiquei. Cheguei aos 17 anos com 1m70 e 65kg. Fazia teatro e faculdade de Jornalismo, atividades culturais, mas sempre fui preguiçosa para esportes. Muitão. E assim vivia.

Aí minha principal diversão era comer demais e sem critérios. Doces, frituras, junkie food, coca-cola normal, sem horário, madrugadão, zero exercícios, v1d4l0k4. Até os 26, ganhei mais de 20kg. Não enxerguei os 90kg na balança, mas era uma possibilidade iminente. Isso não me incomodava muito, então seguia o baile. Foi assim que vocês me conheceram aqui. Assim:

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Quando o GG foi lançado, em janeiro de 2010, eu tinha 22 anos. Pouco sabia sobre o que eu queria, sobre moda ou sobre meu estilo. E muito li comentários do tipo:

“Taidje, a gente fica esperando uma oportunidade de levantar sua autoestima…”
“Acho que ela deveria caprichar mais porque fica um abismo enorme entre ela e a Ester.”
“Poderia se valorizar mais, muito senhorinha, sem muita bossa, um sorriso sempre xoxinho…”
“A Taidje mesmo quando acerta em algo, acrescenta algumas décadas em sua idade real.”
“Exagera nas peças muito largas e me passa a impressão que é mais gordinha, não fica legal!”
“É nova demais pro estilo que adota =/

ENFIM. Mas confesso pra vocês que tinha mais coisas para pensar na época. Para vocês terem uma ideia, durante esse tempo todo teve UM comentário que me chateou de verdade. E vejam só: esqueci completamente o que dizia (só lembro que era de uma rudeza excessiva).

Vida que segue, em novembro de 2013, com 26 anos, comecei a fazer terapia. É uma viagem parar durante uma hora da semana para pensar só em ti, nas tuas ações, no que tu provoca, no que os fatos dizem sobre os teus sentimentos. Minha cabeça abriu para várias coisas, descobri um tanto sobre mim. E vale dar uma pausa para dizer: não sou a favor da ditadura da magreza (se hay ditadura, soy contra). Todo mundo tem mais é que ser feliz como quiser, se sentir bem no próprio corpo, ter a vida que desejar, no ritmo que escolher – se for de um jeito saudável, melhor. Sobre isso, recomendo a leitura do texto Você prefere gozar ou ser magra?, da Renata Correa.

Mas depois de uma noite regada ao combo negrinho + sorvete para ver a cerimônia do Globo de Ouro com a Lanna e a Fê, em janeiro de 2014, me senti mal. Queria me achar bonita, meus hábitos eram horríveis, ficava triste, minhas emoções estavam sempre ladeira abaixo. No meu antigo apartamento, nós três fizemos um pacto: deu, chegou, c’est fini, zéfini, como dizem os mais antigos. Comer direito era uma questão de saúde e de estar de bem com a gente.

Primeiro passo: procurar ajuda profissional. E fui muito iluminada nisso, porque  conheci a Francisca Mosele (aqui tem os contatos dela). Mais que uma nutricionista, ela é uma “coach de vida” que faz a gente perceber que a comida pode jogar no nosso time. Entre tantas sabedorias, foi ela quem deu reais como: controlar a compulsão alimentar é o primeiro passo para ter domínio até das contas no final do mês (ainda não estou nesse ponto, mas TENHO FÉ). Foi ela que me explicou o jeito que mais funcionava para mim, incentivou, explicou funções nutricionais dos alimentos, mandou foto de balança no WhatsApp, me fez querer experimentar comidas novas. Com os conselhos da Francisca, consegui me relacionar com as refeições de uma outra forma. Comecei a correr (primeiro todos os dias e agora três vezes por semana). Não tomo muita cerveja (e nem gosto tanto). Virei fã de tapioca. E só não consigo resistir ao chocolate, ainda.

Me dei conta que postei poucas fotos aqui ou nas nossas redes sociais durante esse tempo. Então divido algumas do meu perfil pessoal:

azuleô 💙

Uma foto publicada por Taidje Gut (@taidje) em

Julho de 2014, durante a Copa do Mundo, cinco meses depois de começar.

p&b de ontem 👯 #spfw #vivalinda

Uma foto publicada por Taidje Gut (@taidje) em

Novembro de 2014, no SPFW com a Lanna.

Ou seja: 10 meses depois, saí dos 86 e fui para os 68. Inverti a lógica, rs.
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bibiii no segundo dia #spfw #vivalinda

Uma foto publicada por Taidje Gut (@taidje) em

joga a mãozinha pra cima 🙆 #spfw #vivalinda

Uma foto publicada por Taidje Gut (@taidje) em

só falta um ✨✨ #spfw

Uma foto publicada por Taidje Gut (@taidje) em

e fim e vlw flw essepê #spfw

Uma foto publicada por Taidje Gut (@taidje) em

Então entendo que muita gente estranhou quando eu resolvi aparecer um ano e meio depois, assim:
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Café na laje, das resoluções de 2016 (e a carinha de quem não é nada matinal) ☕️😝

Uma foto publicada por Glamour de Garagem (@glamourdegaragem) em

A Francisca é tão gênia que quis fazer algumas perguntas direto para ela e compartilhar os resultados aqui. Vejam só:

♥ Como começa esse processo de “consciência alimentar”?

Geralmente quando nos damos conta de que a maneira como temos nos alimentado não está gerando resultados positivos. Diferentes situações podem ser desencadeadoras desse processo. E partem disso:

Do reconhecimento de que existe uma relação de equilíbrio entre o nosso corpo e o que comemos.

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Poderia citar diferentes desequilíbrios tais como alterações em exames bioquímicos, constipação crônica, doenças crônicas, fadiga, mas de todos eles nenhum representa melhor do que ganhar peso. Quando engordamos,  geralmente não é somente porque a quantidade de comida aumenta, mas principalmente porque a qualidade cai muito. E é nessa perda que a nossa alimentação passa a desempenhar um papel maior do que a nutrição e começa a refletir sensações e sentimentos.

♥ Por que emagrecer muda o astral?

Simplesmente porque é o oposto de engordar. As pessoas subestimam “o engordar”, reduzindo o processo ao ganho de peso, mas ele envolve muitos outros aspectos – situações nem sempre favoráveis e de mudança do foco pessoal, o que faz com que tenhamos a sensação de que um dia acordamos, nos olhamos no espelho e está lá. Essa sensação acaba por modificar personalidade e forma de expressão, passamos a escolher roupas não porque gostamos, mas porque servem. Há sempre a tentativa de disfarçar e esconder, deixamos de fazer coisas porque não estamos nos sentido bem e até nos tornamos mais tolerantes por não nos sentirmos valentes para mudar as coisas a nossa volta. Nesse sentido, é impossível não dizer que emagrecer é fantástico.

A retomada do foco pessoal faz com que a gente enxergue a alimentação como parte do autocuidado.

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E a partir daí passamos a usufruir de todos os aspectos que envolvem uma alimentação saudável, e isso vai muito além do peso.

♥ Quais alimentos deveriam ter um alerta?

Um aspecto importante da alimentação é que, assim como outros aspectos de nossas vidas, ela é feita de padrões. Nesse sentido parece razoável pensar que alguns alimentos comumente presentes na dieta se complementem e direcionem nossas decisões alimentares. Pensando em uma alimentação saudável como um todo, que deve ser a base para qualquer processo de emagrecimento, eliminar alguns alimentos facilita a adoção de uma dieta mais equilibrada. Assim, o problema desses alimentos não está nas calorias, quantidade de açúcares ou gordura per se, mas no impacto que eles têm sobre nossas decisões.

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1. Refrigerantes e bebidas industrializadas: aqui podemos incluir normal, light, diet, suco de caixinha, em pó. O problema desse tipo de bebida não esta nas diferentes composições, mas no que todas têm em comum, o sabor. Todas essas bebidas podem ser consideradas alimentos de “alto paladar”, alimentos de sabores tão intensos que amortecem nosso paladar tornando mais difícil a percepção da nuance de sabores presentes em alimentos saudáveis. Geralmente esses estão associados a alimentos de sabor tão intenso na tentativa de equilibrarmos os sabores. Assim, retirar da dieta dá mais prazer na descoberta de novos sabores.

2. Doces: sempre digo que quando retiramos os doces não estamos retirando o sabor doce de nossas vidas, porque diversos alimentos saudáveis tem sabor doce – frutas, iogurtes, cookies integrais. Novamente o problema não é o açúcar per se. O doce que sugiro que seja retirado é aquele que se aproveita de alguma coisa que não está bem para entrar. É o doce que temos vontade de comer quando estamos cansados, com fome, ansiosos e, o pior de todos, o que achamos que merecemos. Se isso vira cíclico, quanto mais comemos, mais queremos. Até o ponto que eles passam a fazer parte da rotina.

3. Massas: o problema da massa não é na farinha, então não adianta trocar por integral, de arroz ou qualquer variação hoje apresentada pela indústria alimentícia. O problema da massa está no conceito de prato único. Geralmente quando comemos massa essa é composta por uma mistura de ingredientes que torna muito difícil a identificação do que estamos comendo e, principalmente da quantidade.

Um dos primeiros passos para uma alimentação saudável, independente do objetivo é saber o que estamos comendo e a proporção em nosso prato.

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4. Fritura:
fritar os alimentos aumenta substancialmente a quantidade calórica a dado ponto de que quando comparamos alimentos fritos ou à milanesa ao assado ingerimos 3x e 4x mais calorias, respectivamente. E não adianta utilizar panelas que “fritam sem óleo” se os alimentos forem pré-fritos.

♥ Um recado para pessoas que adiam as mudanças:

Acredito que o ponto chave para a mudança é pensar no processo de maneira diferente, como algo bom, divertido e que realmente possa ser duradouro e resolutivo.

Focar no processo e não no resultado, reconhecendo que a perda de peso ocorrerá como consequência de decisões alimentares melhores.

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Todos já tentamos emagrecer em algum momento da vida e carregamos conosco o “fantasma da dieta passada”, que acaba por nos fazer criar estratégias alimentares tão complexas que se tornam impossíveis de operacionalizar.

A ideia é simplificar o processo com alimentos mais naturais e comuns, corrigindo o que não funcionou no passado. Um importante passo pode ser o de passar a curtir cada momento, sem limitar a felicidade a um número. Muitas estabelecemos um peso a partir do qual começaremos a nos sentir bem com nosso corpo, e assim acabamos esquecendo de comemorar as pequenas vitórias e novas sensações, olhando apenas para o resultado final. Isso gera insatisfação.

Evite soluções alimentares simplistas, como retirar o glúten ou incluir o suco detox. O resultado de qualquer alimentação não se resume a um componente: encare o processo como uma mudança de comportamento alimentar. É claro que você pode dizer que uma pizza ou um hambúrguer são maravilhosos, mas isso é óbvio, porque são alimentos de alto paladar muito condimentados. Já pensou em fazê-los de maneira mais saudável?

Aprenda o prazer em dizer não, mas, acima de tudo, curta muito cada minuto.